segunda-feira, agosto 10, 2009

Ando a ouvir piratas metaleiros (Alestorm)


Esta é umas das bandas que ando a ouvir últimamente: Alestorm, uma banda de Pirate Metal, um sub género metaleiro a que respondem, duvidando este vosso araúto de coisas boas e giras que haja mais bandas a practicar o tal metal piratesco.

Não tenho grande conhecimento da banda, por isso recorri à Wikipedia para me documentar em relação ao grupo.

Os primeiros passos da banda remontam a 2006, altura que terão lançado dois EP’s.

O álbum de estreia só surge dois anos depois, pela Napalm Records, com o nome Captain Morgan’s Revenge.

A última notícia que surge espalhada pela net é a de a banda ter lançado um desafio a produtores, dj’s, manipuladores de samples, etc, para pegarem no tema “Keelhauled” remisturarem-no, para fazerem dele um “hino de dança”, segundo Christopher Bowes, front-man da banda.

Será ironia, ou sarcasmo?

Quanto ao metal praticado, é muito curioso, porque tem momentos meio abimbalhados, a soar a Polka, ou assim, mas tem uns riffs de guitarra bastante poderosos, carregados de balanço e agressividade, mas tudo complementado com melodia ora festiva, ora orquestral.

Quando não se perdem muito num acordeão pituresco, conseguem sacar boas melodias e tem peso q.b..

Muito interessante, mas parece-me que nunca serão a banda preferida de niguém, ganhando essencialmente a outras bandas de metal mais melódico, porque se afastam do Power Metal que já deu o que tinha a dar. Ainda oiço coisas de Helloween, ou Stratovarius, mas já me custa descobrir bandas novas deste género, porque é tudo demasiado igual.

De qualquer modo, se planearem uma festa de cerveja no vosso quintal e quererem ter uma alternativa aos Tankard, enquanto saboreiam uma cerveja gelada, ouçam estes piratas metaleiros.

Móveis Convento


Ah, nesta não costumo fazer muitas compras, mas confesso que também é uma loja que me cativa; não tanto pelo que vende, pelos produtos em si, mas por aquele elemento que algumas marcas têm impresso na sua forma.

Por acaso nunca entrei na loja/armazém deles, mas já tenho ido à loja da Ericeira e é um mimo visual.

O site revela um pouco da elegância da imagem da marca.

Bom, e de qualquer modo, vendem peças muito bonitas.

Casa das Marés II











Mais um sítio!

Este, um local para pernoitar, ou passar um fim de semana a dois.

É uma pequena pensão para os lados de Peniche, que fica muito próximo do mar e tem uma vista lindíssima.

Infelizmente ainda não tive oportunidade para a experimentar (ok, quando conheci a pensão não lamentei, porque estava hospedado num hotel 4 estrelas), mas parece-me um sítio simpático.

Está rodeada de água e rochas e tem um ar muito familiar, parecendo até uma casa, ao invés de se assemelhar a uma pensão.

A visitar e apreciar.

Jardim dos sentidos

Ainda na senda de sítios para comer ou lanchar, outra referência a um lugar simpático onde jantei certo dia, por alturas do meu aniversário.

O que é que vos posso dizer mais?...

Comi lá bem, o sítio é bonito e é um local bem Zen, muito relaxado e acho que só o nome deixa logo algo de sugestivo no ar.

Não consigo recordar o que comi lá, mas por certo devo ter comido muita coisa que não conhecia, porque conheço mal estas cozinhas alternativas e se ainda recordo que fui lá e gostei, acho que já é uma boa referência.

Experimentem!

Pastelaria "Fradinho"

Já dizia o outro: "eu é mais bolos". E a verdade é que por um bom bolo muita gente esquece as maneiras, as dietas e as recomendações médicas.

E no Fradinho conseguem ter os melhores de entre os melhores (bolos) e aliarem a isso um cuidado estético que faz louvar os proprietários. A gestão é muito bem cuidada. Nada é deixado ao acaso.

Com morada na Praça da República, o Fradinho é uma referência no que toca à doçaria.

E acho que estas "ajudas visuais" (ajudas porque vos vai ajudar a imaginar um belo lanche nesta pastelaria...) que aqui deixo mostram o cuidado estético, uma imagem jovem e inteligente.

Comam bolos e até a uma próxima!

Amanhã há mais

Já é tarde, portanto, o escriba vai-se deitar. Mas só porque estou cansado, porque tenho ali umas coisas boas para deixar aqui. Uns sítios giros para se ir, curiosidades e um concerto de ano novo, sobre o qual ainda acredito ter graça falar.

Mas amanhã.

Até amanhã.

"As divinas comédias"; Solnado versus Nogueira


Não só por se assinalar a data da morte do actor/artista cómico Raul Solnado, faço aqui no burgo uma referência ao programa que ele e o também humorista, Bruno Nogueira, estavam a gravar, “As divinas comédias” – um retracto do humor em Portugal.

O programa pretendia fazer uma abordagem documental a um tema que está muito na moda no nosso país (sobretudo depois do programa “Levanta-te e ri”, que mesmo em termos etimológicos, ou ao nível da tradução faz uma tradução/adaptação muito geral da expressão inglesa “Stand-up comedy) que não estava ainda documentado no seu todo, em termos históricos, até académicos, se quiserem.


A RTP, que estava a preparar o lançamento deste documento único no nosso país (ele reúne e regista os último 50 anos de humor em Portugal), dispôs-se a trabalhar arduamente para colocar o programa no ar numa clara homenagem ao actor falecido.


Assinado pelas produções fictícias e pela produtora Até ao Fim do Mundo, mostra não só duas gerações distintas da comédia à portuguesa (neste caso, Solnado versus Nogueira), como traça vários aspectos do humor, indo desde o contexto histórico, ao depoimento dos intervenientes, dos “bonecos” mais conhecidos e seus bordões, ao impacto que causaram, cada qual no seu momento – há quem defenda, por exemplo, que a rábula do Ricardo Araújo Pereira (ou dos Gato Fedorento), onde “abonecava” a figura do Professor Marcelo Rebelo de Sousa e a sua intervenção na TVi a propósito do referendo sobre o aborto, pode mesmo ter tido tal impacto, a ponto de mudar opiniões sobre o assunto. Exagero? Nem tanto. Pelo menos olhando para o humor enquanto voz de reacção ao que está mal.


Raul Solnado terminou antes de falecer quatro programas sobre o humor em Portugal e, por exemplo, Nuno Markl (também ele ligado a este projecto) dedica-lhe o programa com o elogio de quem nunca desistiu e fez sempre aquilo que mais gostava com alegria e empenho. “Durante as gravações dos episódios mandou a doença à urtigas e deu o litro, quase como se tivesse a idade do Bruno (Nogueira)”, apontou Markl.

(in http://havidaem markl.blogs.sapo.pt)


Pelo meio, ainda será exibido na RTP1 um documentário, emitido anteriormente, em 2001, chamado “O estado de graça”. Trata-se de uma autobiografia, que mostra Raul Solnado na primeira pessoa, com narração do também já falecido Henrique Mendes.

domingo, agosto 09, 2009

Hyubris já têm álbum novo no mercado

Os Hyubris são uma banda que conheço desde os tempos em que morei em Torres Novas.

Assisti a um concerto deles numa festa de Natal comemorada em jeito de festa de Halloween, ao fundo da minha rua, no palco da Sociedade Filarmónica Euterpe Meiaviense. De recordar que nessa noite ainda vi e ouvi os Slime Fingers, com uma formação bastante diferente da actual.

Mas continuando nos Hyubris; desde logo captaram a minha atenção por serem um projecto que fugia ao que eu conhecia em termos de sonoridade, não só pelo uso de uma voz feminina, mas muito pelas tonalidades melódicas a lembrar a folk music dos países a norte da Europa, tão na moda hoje em dia, mas ainda distante do fenómeno de globalização a que já foi sujeita.

Acabei por assistir ao Sound-check todo ( o que na práctica foi um primeiro concerto) e vi o concerto propriamente dito, com o público a mostrar-se muito entusiasmado com o lado exótico que acabavam por representar.

Logo que soube que tinham um EP tentei arranjar quem mo facultasse e consegui arranjar uma gravação. Confesso que fiquei com ideia que tinham sido melhor ao vivo do que aquilo que me soava pelas colunas, em casa, num som frio e distante de estúdio.

Mais tarde soube que havia um álbum de estreia, à venda na Fnac, mas que consegui comprar via internet com direito a autógrafo e tudo.

Agora, e depois de estar na forja algum tempo (a piada era inevitável...), heis que surge o segundo álbum, intitulado "Forja".



No homónimo álbum de estreia, é importante apontar a presença de uma interpretação da Canção de embalar, de Zeca Afonso, que está absolutamente fantástica. Aliás, e perdoe-me a banda, é o meu tema preferido do CD.




Por fim, um apontamento do Youtube, em baixo, enquanto convidados do programa Portugal no Coração, nas tardes da RTP1 e mais alguns vídeos interessantes da banda:








Novo álbum dos Arctic Monkeys já "singla"

O novo álbum dos Arctic Monkey está aí mesmo à porta e já circula no Youtube o single de avanço deste trabalho que vem sendo descrito pela imprensa como mais pesado ou mais negro.

Segundo a Blitz, que já ouviu as 10 canções presentes neste álbum, os ingleses terão mesmo “mudado de pele”, com um som marcado por uma maior carga dramática, sendo também menos directo e óbvio que os seus antecessores.

Também se fala num aspecto curioso, que é o facto de só ao terceiro álbum a banda ter optado por aparecer na capa de um dos seus discos; é mais comum optar por essa estratégia nas estreias (assim como usar designações homónimas para os álbuns), para vincar bem quem são e para garantir que todos ouvintes ou espectadores se fixem naquele nome e naquelas caras.

Ainda em relação ao som da banda, parece que o vocalista dos A. Monkeys trouxe alguma bagagem do seu outro projecto, os The Last Shadow Puppets, com quem faz uma parceria de sucesso com Miles Kane, dos The Rascals, porque se nota muito o uso dos elementos clássicos que explora nesse projecto paralelo. Há temas no álbum de estreia dos The Last... que recordam ambientes à lá James Bond.

De qualquer forma continuam a ser os Monkeys de sempre, com aquela atitude descontraída de putos a tocar com os amigos e só desejo é que continuem assim por muito e bom tempo, porque às vezes parece que é aí que as bandas todas morrem: quando deixam de tocar como amigos e começam a criar pressões e complicações e a esquecerem-se porque é que se dedicaram à música “in the first place”.

Co-produzido por Josh Homme, dos Queens of the Stone Age, "Humbug" (o nome do trabalho) chega às lojas pelo final de Agosto. A esperança que os fãs portugueses têm é que a tourné mundial que por certo farão, tenha passagem marcada por Portugal, para os revermos, já com temas novos e tudo.

Agora, o alinhamento de Humbug e de seguida, um vídeo do Youtube com o novo single – já agora vejam lá se não viam este tema a fazer de banda-sonora para o Harry Potter...

Alinhamento de Humbug , terceiro disco dos Arctic Monkeys :
1. My Propeller
2. Crying Lightning
3. Dangerous Animals
4. Secret Door
5. Potion Approaching
6. Fire And The Thud
7. Cornerstone
8. Dance Little Liar
9. Pretty Visitors
10. The Jeweller's Hands

Comunicado sobre comunicado

"Este filme não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais Warner Music Group" - esta informação pode-se ler num dos post abaixo, mais precisamente no post sobre os Muse, banda que pouco ou nada ganharia se mantivesse o vídeo aqui no meu pobre canto, que tão poucas visitas tem. Mas se multiplicarmos milhões de cantinhos como este, vamos ter uma grande dose de "boca-em-boca", à boa moda antiga; divulgação barata de um produto.

Fiquem lá com o vídeo.

De qualquer modo, procurem no Youtube, que há lá mais.

"Bass solo, take one"

Já há muito que não recordava este "número de circo". Ouvi-o aqui no blog e resolvi deixar um post com este "cromo do baixo já falecido" ao vivo, a debitar solos de baixo como se fosse uma guitarra desenhada para um louco. É insano, é bom e nunca visto, nem nunca repetido.

Enjoy.

sábado, agosto 08, 2009

Rádio Macau, Livro pirata/disco pirata

Vou começar a ler este livro, que já anda na minha estante há uns anos. Já o tinha começado a ler, mas nunca terminei. Saiu num daqueles número especiais da Blitz (acho que ainda na versão impressa em jornal), juntamente com o Disco Pirata, que é, se a memória não me atraiçoa, um CD editado ao vivo.

Acho que nunca peguei muito nem num, nem noutro porque nunca foi uma banda que me cativasse muito. No entanto, vou-me obrigar a ler e a ouvir estes dois que tenho cá em casa.

Entretanto, espreitei a página da editora responsável por este lançamento, a 101 Noites e relembrei alguma informação que já tinha escapado da minha memória.

Este CD + Livro serviram para assinalar os 20 anos de carreira dos Rádio Macau. A banda convidou alguns amigos de áreas profissionais diferentes, mas que de uma forma ou de outra os acompanhou durante o percurso que foram estas duas dezenas de anos. A ideia seria pegar nas letras das canções e desenvolver narrativas a partir daí.


Nele escreveram: Vítor Santos, Jorge P. Pires, Rui Monteiro, Ana Matoso, Flak, Ana Cristina Ferrão, Rodrigo Cortez, Pedro Gonçalves, Tiago Gomes, Pedro Malaquias, Patrícia Brito, Henrique Amaro, António Pires, Vítor Belanciano, JP Simões, Nuno Miguel Guedes e Jorge Palma.

Raul Solnado - o Senhor da Guerra

Durante a minha infância, e apesar de não ser do meu tempo, ouvi muitas vezes a história da Guerra de 1908, contada por este senhor muito divertido. Quem é que resiste à ideia da guerra ter hora de abertura e de fecho, ou usarem as mesmas balas, ou servirem-se do mesmo avião vez à vez com o inimigo?

Há muito tempo que já não ouvia falar nele e agora surge esta notícia.
Fará sempre parte das minhas referências culturais do nosso país, aquelas marcas que mesmo não estando directamente presentes na minha vida, eu sei que trouxeram alguma coisa à minha maneira de ser.

Morreu hoje, perto do final da manhã, mas não podemos deixar de o lembrar e assim ele há-de viver eternamente.

Oiçam e divirtam-se com esta peça, a mais famosa do humorista Solnado, a da Guerra de 1908.


Diogo Morgado contracena com Al Pacino

O actor Diogo Morgado vai participar no filme “Mary, mother of christ”, de James Foley e irá contracenar com grandes vedetas do cinema, nomeadamente Al Pacino, Peter Otoole e Jessica Lange.

A longa-metragem conta a história de José (personagem interpretada pelo português) e Maria até ao nascimento de Jesus. Segundo o próprio, a oportunidade surgiu de forma bastante natural, não sendo uma obsessão, nem um objectivo a que se tinha proposto. O seu nome foi associado à produção deste filme enquanto frequentava um curso de realização em Los Angeles e o seu agente lhe conseguiu uma audição.

Assume também saber que não foi a primeira escolha para representar este papel e que não está a ser pago como as restante figuras de Hollywood, mas mostra-se confiante neste projecto, que pode ser uma oportunidade para aprender com actores que são mais que uma referência para si, são uma referência para o mundo do cinema e da representação.

Diogo Morgado começou a carreira aos 14 anos, na moda, mas ganhou notoriedade com a sua participação no tele-filme da Sic “Amo-te Teresa”. Depois participou em mini-séries, na “Floribela” e na novela “Vingança”.

Mais um português a levar o nome do nosso país lá fora, para que se lembrem que somos mais que uma colónia espanhola.

Nem morto, nem com muita paciência...



Nem fui capaz de o ver todo - igual a todos os outros filmes do género.

Não é uma coisa que normalmente faça, mas desta vez não consegui, não aguentei mais do mesmo; não vi este filme até ao fim.

Ainda assim, fica aqui a sinopse: depois da morte acidental de Kate, a sua noiva, no próprio dia do casamento, Henry concorda de forma relutante, em consultar uma vidente chamada Ashley. Os dois acabam por se apaixonar, mas o fantasma de Kate regressa para tornar a vida deles num inferno.

Acho que não estrago a surpresa a ninguém se disser que no fim tudo acaba bem, que Henry e Ashley vêem a sua relação abençoada pela ex-namorada defunta.

Quanto muito, sugiro que o vejam num domingo à tarde em casa, porque não merece o dinheiro de um bilhete de cinema, ou a compra em qualquer loja da especialidade.


Título original: Over Her Dead Body
De: Jeff Lowell
Com: Paul Rudd, Eva Longoria, Jason Biggs, Lake Bell

Get Smart? Com este filme não

Baseado numa famosa série dos anos 60, este filme não pretende ser uma continuação de coisa nenhuma, antes um paralelismo à reedição do filme Pantera Cor-de-rosa, com Steve Martin, no aspecto de clássico da comédia actualizado com novos actores, com novos gadjects e efeitos especiais.

O conceito do filme é o mesmo da série de TV, e terá nascido numa altura em que os filmes de James Bond gozavam de muita fama e sucesso. Os produtores Leonard Stern e Dan Melnick, associados a Mel Brooks e Buck Henry, idealizaram uma série cómica com os mesmos ingredientes, a espionagem e a Guerra Fria.

Neste caso, a história anda à volta do analista de informação Maxwell Smart, que pretendia ser promovido a oficial de campo e consegue-o num momento em que o quartel general da Control (agência secreta de espiões) é atacado, deixando a organização enterrada num caos...

Desinteressante, enfadonha, com poucos momentos de alguma graça, um filme para ver num fim-de-semana, sobretudo se não houver mais nada para fazer.

Intérpretes: Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne Johnson, Alan Arkin
País
: EUA
Género: Comédia, Crime
Realização: Peter Segal

Walt Disney Concert Hall

No fim-de-semana passado estive a ver o filme Get Smart; um filme não muito interessante, mas uma daquelas comédias que se consomem sem agitar antes de abrir - acho que já nem me lembro bem da história.

Mas o que interessa, é que já perto do final, surge um elemento que suscitou muito interesse cá por casa: o Walt Disney Concert Hall.
Este edifício foi projectado pelo arquitecto Frank Gehry e desenhado para ser uma das mais sofisticadas salas de concerto do mundo - para além do aspecto acústico e do forte sentido estético, foi desenhado a pensar nas pessoas com deficiências. Repare-se nos acessos para cadeiras de rodas e um sistema de som com auriculares para os que têm problemas de audição.

Houve um grande esforço fazer desta sala de espectáculos um auditório perfeito, com a melhor acústica possível e com um arrojo estético que faz logo lembrar Frank Gheri. Ao olhar para Disney Concert Hall é natural lembrar o Museu Guggenheim em Bilbao, do mesmo arquitecto.

Espero um dia poder visitá-lo e ter o prazer de assisistir a um espectáculo lá.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Mutemath

"Caso o prezado leitor aprecie a grandeza épica de uns U2 ou de uns COLDPLAY, admire os POLICE dos tempos de "Ghost In The Machine" ou "Synchronicity", vibre com os "novos" THE KILLERS de "Sam's Town" e não seja como eu, alérgico a qualquer tipo de som conotado com a expressão "Christian Rock" (porque será que este termo me lembra de imediato os CREED? Urrrghhh!!!), então deixe-se ficar por aí, pois é bem provável que vá gostar de conhecer os MUTE MATH."
(
Astronauta; in http://www.planeta-pop.com/)

Acho que já os referenciei aqui, há tempos, mas volto a falar neles.

Formados em Nova Orleães, em 2001, o grupo composto por Paul Meany (voz/teclados), Darren King (bateria), Greg Hill (guitarra) e Roy Mitchell-Cardenas (baixo) chamou a atenção das editoras e entidades ligadas à música em 2004, após a edição do EP de estreia, intitulado "RESET". As vendas desta primeira maquete foram tão boas que a Warner Bros Records propôs de imediato um contracto discográfico com a banda.

A fama que a banda tem, com um grande número de fãs espalhados pelo mundo, deve-se ao seu web site e suas grandes performances aos vivo. Em entrevista à Blitz, dizem culpar "os últimos quarenta anos de música", justificando o uso de várias linguagens musicais, que os levam de sons mais experimentais à mais convencional pop.

O álbum de estreia, homónimo, saiu em Setembro passado (2008).

Anjos e Demónios

Este filme é uma prequela do filme Código Da Vinci, inspirado no romance com o mesmo nome, escrito por Dan Brown.

O simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado a colaborar na investigação da morte de um investigador num centro de pesquisa Suíça.

Ao conseguir decifrar na marca deixada no peito do físico a assinatura dos Illuminati, uma sociedade secreta julgada extinta há quatrocentos anos e que tem como objectivo destruir a Igreja Católica, Langdon e a investigadora Vittoria Vetra (Aylet Zurer), filha do físico assassinado, são levados para a Cidade do Vaticano, para tentar resolver o mistério.

Crueldade e violência são mostradas da forma mais chocante possível e o mistério e a sucessiva descodificação das pistas criam um suspense permanente até ao final.

Não fiquei particularmente impressionado com o filme; o desenvolvimento da trama é bom, porque tem mistério e intriga, mas o desfecho, apesar de representar uma reviravolta, não tem a mesma carga dramática que o resto do filme tem.

No entanto, talvez porque vi o filme em duas sessões diferentes, tenha havido uma quebra na minha atenção ao filme, talvez tenha ficado distanciado da intriga, que durante o filme é tecida à nossa volta, como uma teia.

Realizado por Ron Howard

Com Tom Hanks, Ayelet Zurer, Ewan McGregor

The last legion

O poderoso Império Romano é ameaçado por exércitos estrangeiros. Oreste assiste à coroação do seu filho, Rómulo Augusto, com apenas doze anos, mas o jovem é alvo de inúmeras ameaças. Rómulo acaba por ser capturado pelos bárbaros.

O filme é tão bom, que tive que reler a sinopse, porque já me lembrava da história.

O resto, a aventura, é a busca e missão de salvamento montada por Aurélio, o guarda pessoal do jovem raptado.

Para além de ser um filme básico de aventuras, só me lembro pensar que o Colin Firth não foi nada talhado para fazer de heroi de capa e espada.

Deve ter sido um daqueles domingos...


A Última Legião
Título original: The Last Legion
De: Doug Lefler
Com: Colin Firth, Ben Kingsley, Aishwarya Rai, Peter Mullan, Kevin McKidd
Género: Acção, Aventura, Guerra
Classificacao: M/12

EUA/FRA/GB, 2007, Cores, 110 min.

quinta-feira, agosto 06, 2009

The hangover

De casamento marcado para daí a dois dias, Doug Billings decide despedir-se da sua vida de solteiro nas loucas noites de Las Vegas com os seus três melhores amigos. Depois de uma noite, durante a qual tudo parece ter acontecido, acordam na manhã seguinte sem qualquer recordação... é preciso acrescentar mais? É.

Este filme corre na categoria de comédia parva, como o American Pie, ou o Roadtrip, mas consegue ser muito melhor. Não cai em lugares comuns e tem no elemento surpresa o seu grande trunfo. Não é fácil adivinhar a cena seguinte, quanto mais o final da história.

Vale sobretudo pelo inesperado e inusitado das situações que vão surgindo, deixando por vezes o espectador sem fôlego, numa mistura explosiva de comédia e susto, adrenalina.
Se calhar também é melhor que os outros que mencionei, porque não mete problemas intestinais, sexo e arrotos. Não. Há humor, sem ser preciso recorrer a esse tipo de humor.

Acho que não me lembro de ter alguma vez visto um filme que misturasse humor e suspense. Normalmente, este associa-se ao terror.

Ah, isto porque o filme gira não em torno da noite em que se perdem de bêbados, mas no dia seguinte, quando tentam lembrar o que aconteceu, de como é que estão num quarto de hotel com um bebé, de como lá foi parar um tigre da selva e de como perderam o noivo.

Vale apena ver.

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Color me, Kubrick

Este filme foi comercializado em 2005, mas só o vi há umas semanas atrás.
Uma comédia encabeçada pelo norte-americano John Malkovich e realizada por Brian W. Cook, conta a história de um homem que se fez passar por Stanley Kubrick.
Usando a sua credibilidade aos olhos de todos os queriam conhecer o realizador, este impostor lucrava com a aparente ingenuidade de todos os que se atravessavam no seu caminho. Quer fosse para conseguir sexo, comida, dinheiro, ou estadias em hotéis de luxo, tudo era conseguido com a simples menção do nome Stanley Kubric.

No entanto, o curioso é que esta história baseia-se no facto verídico de efectivamente alguém se ter feito passar pelo realizador inglês - mais bizarro é que nem no filme, ou na vida real, o charlatão não tinha qualquer semelhança física com o Kubrick.

Destaque ainda para a grande representação de Malkovich e concluo que todo o filme é muito bom, embora tenha momentos em que a própria trama se confude, confundido-nos a nós, espectadores.

De qualquer forma, é um excelente exercício daquilo que é a forma das pessoas lidarem com a fama, embora neste caso o realizador só explore a relação do indivíduo com a fama dos outros. A percepção que fica da inocência a que alguém se remete quando ouve um nome famoso e age absolutamente condicionado por isso é fantástica e muito bem explorada neste filme.

Além disso acho há muito tempo que se exigia um filme com um título apelativo!

Recriação histórica - O exército Napoleónico em Mafra

Num destes fins-de-semana que passou, vi um pouquinho da Recriação Histórica que todos os anos levam a cabo a autarquia e população de mafra.
Eu só espreitei a representação na zona da entrada e do claustro, embora com pena, porque realmente há uma grande dedicação e vontade neste projecto. Está tudo muito bem representado, pelo menos ao olhar de quem não é entendido na matéria histórica.

Não tirei fotografias, nem tenho muito a acrescentar, pelo pouco que vi. Posso lembrar que há uns dois anos assisti à representação no Jardim do Cerco e que gostei muito. Vivia-se o séc. XIX num fim de semana dos dias de hoje. É muito importante conhecermos a nossa história e estas iniciativas são óptimas para os mais novos, mas também para os mais velhos, porque não é uma iniciativa a pensar na juventude, antes na História e na cultura do nosso país.

Consegui um prospecto:

The Darjeeling Limited

Este filme é daqueles de que não gosto muito de falar. Sinto que não tenho opinião bem formada a respeito do mesmo e fico cheio de dúvidas sobre se era bom, se era mau, se gostei ou não.

Realizado por Wes Anderson, parece ter bons ingredientes para o sucesso, mas fiquei com ideia de que falta alguma coisa ali para ser uma obra prima.

A história gira em torno de três irmãos com uma relação conturbada entre si e que já não se falavam há um ano. Mas um dos irmãos, o personagem protagonizado por Owen Wilson, convence os outros dois, depois de ter um acidente de viação, a ver a vida de outra forma e a reatarem a relação que deveria existir entre eles.
Inicia então, com os seus irmãos, uma viagem de descoberta pela Índia, como o próprio pretendia fazer-los querer.

Como se trata de uma comédia "vai de" acontecer uma série de peripécias, bem ao jeito de um daqueles filmes do "Com jeito vai...". Acabam abandonados no deserto depois de uma série de problemas que acontecem no comboio, o que fez mudar radicalmente os planos de todos.

Ou seja, tem todos os elementos para ser um bom filme, mesmo para quem não aprecie comédias, porque não é muito óbvio, mas ficou à quem das expectativas deixando-me a mim com sabor a pouco.

Ainda de destacar a presença de Bill Murray entre o elenco, que só aparece no início e no final do filme, o que também deixou água na boca. Teria sido interessante ter participado mais ao longo do filme, se bem que isso concerteza implicaria mudar bastante o guião, já que se pretendia uma viagem a três (os irmãos).

Elenco: Owen Wilson, Adrien Brody, Jason Schwartzman, Bill Murray, Anjelica Huston, Natalie Portman.

Friends!

Para quem não sabe o que é o Friends, uma dica: vão ver os episódios de tudo quanto for temporada (e são 10!) que conseguirem apanhar, porque vale bem o tempo dispendido a ver e a ouvir o grupo de amigos mais famoso e divertido de sempre.

Agora que já dei a entender que sou um grande fã desta série de TV, vou explicar melhor do que se trata.

Trata-se uma sitcom norte-americana sobre um grupo de seis amigos que vivem em Nova Iorque. Eles são Monica Geller, Ross Geller, Chandler Bing, Phoebe Buffay, Rachel Green e Joey Tribianni. Todos apresentam grandes diferenças entre si e aquilo que os une é uma forte amizade, como se fossem todos irmãos. Nem sempre de acordo uns com os outros, a verdade é que no fim a amizade sobrepõe-se a tudo, ou não se chama-se a série "friends".
Criada por David Crane e Marta Kauffman, o programa já foi transmitido em dezenas de países e todas as vezes que repetem os episódios continuam a ter óptimas audiências.

Em baixo, uma das minhas cenas preferidas.

1984, por George Orwell

A propósito do último post, um pequeno apontamento sobre o livro "1984".

Esta obra de Orwell conta a história de um funcionário do Ministério da Verdade da Oceania e de como ele põe de lado a indiferença perante a sociedade totalitária em que vive e se revolta. Incentivado pelo amor por Júlia e também por O´Brien, um membro do Partido Interno, ele acaba mesmo por se revoltar e acaba por descobrir que a própria revolta é fomentada pelo partido no Poder.

Foi com este obra que nasceu o conceito "Big Brother", não como programa televisivo, mas como "programa político", como forma de controlar as massas.

1984 é uma metáfora, sobre o poder e as sociedades modernas, e foi escrito com grande urgência, por um lado porque o escritor lutava contra a tuberculose, mas também porque ele queria terminar a obra a tempo, para alertar todas as gerações para o perigo que corriam.
Sendo um dos primeiros simpatizantes da esquerda, percebeu o risco que corríamos ao deixarmos o Totalitarismo chegar ao poder.

Mal desconfiava Orwell que tudo seria piorado e melhorado com o surgimento de novas tecnologias e com o melhor desenvolvimento intelectual das pessoas (embora isto não seja de todo tão certo como uma fórmula matemática) - o facto de haver maior acesso à informação não melhora os julgamentos das pessoas. O acesso à informação foi democratizado, mas a forma como a usamos pode não ser a melhor.

Muse em Novembro


Ainda falta muito tempo, mas eu já tenho entrada garantida - a 29 de Novembro estarei no Pavilhão Atlântico para assistir ao concerto dos Muse e à provável apresentação do novo álbum.

Depois do "vício" que foi andar a ouvir repetidamente o HAARP (o DVD que os Muse lançaram com a actuação em Wembley), resta esperar que a data chegue. Até lá, posso sempre ir ouvindo o single que já vai rodando por vários sítios, quer seja na rádio ou na internet.

Novo álbum inspirado em "1984", de George Orwell

O vocalista Matt Bellamy revelou que o novo trabalho foi inspirado na obra de Orwell, livro que terá lido na escola, por obrigação, mas que veio a pegar mais tarde, atraído pela história de amor descrita na obra.


O novo trabalho chama-se "The Resistance", é o quinto álbum da banda e sai para os mercados a 14 de Setembro.