Invasões napoleónicas; um grupo de espanhóis que, sob a bandeira de França e seu imperador, investe contra as tropas russas.
No entanto, não se trata de uma investida suicida, como aparenta ao imperador francês, e a todos quanto os observam. Tratava-se antes de uma tentativa desesperada de se render.
Mal interpretados por todos, incluindo pelos russos, este grupo de homens é considerado heróico porque acaba por aniquilar uma boa parte das tropas soviéticas e tem, de súbito, o apoio de uma força francesa que não se dispõe a ver este bravo pelotão ser arrasado...
Interessante escrita e muito divertido enredo, sobretudo porque podemos fazer um pequeno exercício, que é imaginar quantos episódios da nossa história não terão tido uma leitura de movimentação épica, quando por vezes o que moveu os intervenientes terão sido interesses bem mais simples e nem sempre tão nobres.
quinta-feira, abril 29, 2010
"A sombra da Águia", Arturo Pérez-Reverte
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Digo-o frontalmente
Hoje dirijo-me a certa e determinada pessoa, para explicar claramente algumas questões essenciais a que não posso fugir de esclarecer.
Digo, sem rodeios, que há situações em que se aponta o dedo de forma nem sempre justa, mas, aludindo a determinados aspectos fundamentais, nomeadamente ao nível de âmbitos pouco claros e, até , obscuros, que, na practica, podem transformar-se em contratempos revestidos a ironia, quando nos encontramos sozinhos a teimar, qual D.Quixote virtuoso e cego, a ver trapalhadas associadas a, claro, moinhos de vento.
Penso que é óbvia a alusão neste fandango e exercício retórico, naquela discussão que tivemos, na que quiseste ter, quando quiseste que te olhasse nos olhos para me afirmares uma qualquer banalidade revestida de argumento - argumentos prendem-se com factos e estes, quando distorcidos, são aspectos que favorecem, se vistos do ponto de vista do cada um e do cada qual. Pergunto-me se percebes onde quero chegar...
E repara que jogo, e deixa que me ria ao dizer isto, de acordo com as regras que apresentas-te naquele momento em que disseste que ias dizer claramente isto, hoje, esqueceres, e amanhã dizer aquilo. Incongruente? Não, pá, és é manipulativo.
Mas a minha saúde não me permite este desafio, porque me desafiaste, mas já não luto por nada, senão pelo prazer de te vencer. E na primeira vez que jogamos venci, respondeste com argumentos nenhuns (sacudiste a água do capote); na segunda vez deixei-te triste, de tão vexado; e na última quis-te dizer que lutavas sozinho, que já tinhas perdido há muito. Ignorei-te, sem não deixar de responder a alguma coisa.
No fim, e até por ironia do destino, ficaste só, a debater assuntos importantes, para ti, com a tua sombra - que mostra as tuas garras de criatura fraca em espírito.
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Uma pequena nuvem em dia de sol
Afectos, efectivamente, afecto-me, necessariamente.
Revelo traços de felizes alegrias e depois, nem mesmo num dia de sol, evito manifestar manifestações manifestamente desconcertadas.
Limpo os lábios húmidos, de um beijo ou do salivar raivoso e nervoso, sendo que, e postas as coisas em termos de termo, terminais, eu também termino... grito novamente, porque sinto-me um cretino.
Sento-me a ver palcos passarem e mudarem diante de mim, sozinho nesta sala cheia - imagem tipo de quem se vai abstraindo.
Nego à partida tudo o que desconheço e vejo a vida dos outros passar em rodapé.
E para não me perder mais em vãs considerações, pouso a caneta, arrumo o caderno, bocejo, levanto-me e vou viver mais um pouco.
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terça-feira, abril 27, 2010
"A hesitação de Maigret"
É importante começar este texto por dizer que o inspector Maigret é o meu inspector preferido da literatura policial, não necessariamente pelo personagem, mas pela narrativa que o autor (Georges Simenon) desenvolve em sua volta.
Sinto-me sempre muito envolvido na história, graças às ricas descrições de Simenon, retratos da vida parisiense em tempos idos. As longas esperas que o inspector enfrenta são sempre coloridas por petiscos e bebidas que parecem animar a muito vulgar existência do inspector francês.
No entanto, este será o pior enredo ou melhor, o pior desenvolvimento, desenlace, desfecho, de uma trama desta colecção. Censuro portanto este final que para mim, que não direi mal resolvido, me parece pouco claro e sobretudo pouco interessante ou satisfatório.
A história gira em torno de uma família e da perspectiva de um crime que se concretiza... e mais não adianto.
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quinta-feira, abril 22, 2010
"Eles falam, falam..."
"E digo-te já, sem querer ser de algum modo outra coisa que não aquilo que me determina, que, sem repisar o que acabaste de mencionar, nomeadamente certas questões menos óbvias, a verdade é que a frontalidade exige que eu afirme aqui categoricamente que em determinados níveis de convivência a verdade é para ser dita, sobretudo se avaliarmos alguns altos patamares relativos às amizades e, até, noutros relacionamentos de teores que não interessa estar aqui também a lembrar ou determinar. Porque a questão, no fundo, e sem me querer alongar, é que as coisas dizem-se ou não, de acordo com alguns aspectos fundamentais a estas avaliações, sendo determinante, não só o modo como se desenrolam os acontecimentos, mas também o contexto em que aconteceram. Penso que fui claro."
"Efectivamente gostaria de a ajudar, cara amiga, a supor de forma diferente, para que não pensasse que será como supõe ser, sem desacreditar que não seria dessa forma (senão a forma das coisas serem, aliás). No entanto, só o facto de assumir como será uma coisa que não é, que pode ser, mas não é, só torna todo o exercício de continuar a ser uma impossibilidade de vir a ser o que seja. Assim, compreenda, que há coisas que se limitam a ser, sem sentirmos que são, limitando-nos a vive-las."
(Trechos retirados de conversas no Facebook; no entanto, qualquer semelhança entre isto e uma conversa normal, é pura coincidência, uma vez que quem me ouvia não chegou a ficar totalmente esclarecida...)
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"O Senhor Ventura", Miguel Torga
Percurso de vida de um homem do interior do país, do Portugal rural, que parte numa jornada de aventuras, pelo mundo.
É no Oriente que acaba por se ver envolvido em amores por uma mulher, com quem casa e tem um filho. Regressa a casa, ao seu Alentejo, e é aí que o autor se reencontra com o seu sentimento telúrico, com a ligação à terra e à natureza, neste caso específico, às suas raízes.
É isto.
Gosto da escrita do Torga, acessível mas cheia de significado, parecendo-me no entanto que nada daquilo que constrói seja memorável. Li o "Bichos" e depois de ler este fico com uma certa frustração por me parecer que tão boa escrita merecia personagens e um enredo mais marcante. Tenho dificuldade em recordar a narrativa, os factos e as personagens desse primeiro que li deste autor e desconfio que o mesmo se vai passar com este "Senhor Ventura", perdido e levado na corrente da memória.
Segundo apurei, este livro costuma ser negligenciado quando se enumera a obra do autor, porque, como é explicado pelo próprio no prefácio desta edição, "O senhor Ventura" foi escrito durante a adolescência de Miguel Torga.
E eu diria, até, que este livro é ideal para jovens a entrar em idade adolescente que gostem de ler, que gostem de ler aventuras, mas que também queiram iniciar-se na leitura de autores consagrados. É um excelente exercício.
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segunda-feira, abril 19, 2010
Crocodile Rock
Hoje estou nostálgico, mas estranhamente feliz - e relembrei este tema que me lembro de ouvir quando era miúdo. Tem qualquer coisa de ingénuo, mas muito alegre.
Bem alto e sem preconceito de abanar a anca. O Verão há de vir e nem tudo é mau. O sol vai animar as coisas, muito vai acontecer e a noite é uma criança.
Em baixo do vídeo, a letra para cantar bem alto.
That's the spirit!
I remember when rock was young
Me and Suzie had so much fun
holding hands and skimming stones
Had an old gold Chevy and a place of my own
But the biggest kick I ever got
was doing a thing called the Crocodile Rock
While the other kids were Rocking Round the Clock
we were hopping and bopping to the Crocodile Rock
Well Crocodile Rocking is something shocking
when your feet just can't keep still
I never knew me a better time and I guess I never will
Oh Lawdy mama those Friday nights
when Suzie wore her dresses tight
and the Crocodile Rocking was out of sight
But the years went by and the rock just died
Suzie went and left us for some foreign guy
Long nights crying by the record machine
dreaming of my Chevy and my old blue jeans
But they'll never kill the thrills we've got
burning up to the Crocodile Rock
Learning fast as the weeks went past
we really thought the Crocodile Rock would last
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domingo, abril 18, 2010
Kramer violento e racista...
Há uns anos atrás, Michael Richards, o divertido Cosmo Kramer da série Seinfeld teve um infeliz episódio num clube de comédia.
Já tinha ouvido falar nisto, mas nunca me tinha apercebido que havia imagens.
É difícil imaginar a simpática figura de Kramer envolvido em tão acesa discussão- é ver para crer.
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"Hurt" - há dias merdosos
"I hurt myself today/ to see if I still feel/ I focus on the pain/ the only thing that's real"...
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domingo, abril 11, 2010
Omiri, 5 de Abril, Fnac do Chiado
Envolveu alguma espera aparecer na Fnac do Chiado no dia 5, para aquilo que costumam ser pequenos concertos - até gosto mais de falar em "apresentações".
Omiri é um projecto sem rede, porque junta a música "analógica" (vamos ver se este termo pega, que não sei se existe...) com a música digital, com o uso das novas tecnologias.
Partindo das raízes tradicionais da música portuguesa, Vasco Ribeiro Casais (também envolvido nos Dazkarieh) faz um interessante jogo e cruzamento de tendências e sonoridades, nomeadamente as já referidas raízes da cultura portuguesa mais a norte, mas também com a energia rock, às vezes quase "metálica" e a estética electrónica. Um caldeirão que, lá está, ferve bem alto e sem rede, sendo esta componente digital explorada o mais possível em "live act" - nada de sequências pré-gravadas e "disparadas" em palco. Portanto, usando um pedal para gravar e lançar "loops", sequências instrumentais, foi tudo gravado à frente do público. Bom, salvo, claro está, a base rítmica, trabalho quase de laboratório da música electrónica.
Uso de instrumentos tradicionais, algo transformados e processados digitalmente, e projecção de vídeo, trabalho do outro membro do duo, Tiago Pereira (responsável pelo Vídeo-jocking, conceito cuja projecção e preponderância desconheço no panorama actual).
A espera, dizia eu no início, é que tal era a parafernália electrónica que era quase impossível que tudo funcionasse em tão curto espaço de tempo. Era impossível montar tudo e acertar à primeira - muito pedal, muito cabo espalhado naquele chão...
Mas verdade seja dita, que na primeira vez que arrancaram com a actuação tiveram o contratempo de falhar o som de um instrumento e resolveram mesmo parar a apresentação e recomeçar tudo e foram aplaudidos, sinal de uma compreensão por parte do público presente, que já tinha aguardado bastante. Mesmo tendo em conta que era gratuito, foi simpático ver a boa vontade de quem lá estava.
E bem que valeu a pena esperar.
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Pessoal à(s) direita(s)...
Caraças, que o bar era giro e simpático - mas se há coisa que não chupo é esta malta nova que ainda nos está a apertar a mão e já estão a dizer que gostam é de política. Invariavelmente são da JSD e têm aversão a estrangeiros, outras raças e conseguem encaixar sempre na conversa a falta de patriotismo dos outros.
Fiquei com ideia que o objectivo da conversa era impressionar a minha companhia, feminina por sinal, e que era quem o conhecia. Ela apresentou-mo e eu juro que nem tencionava encetar conversa, mas o meu esquerdismo envolveu-me de tal forma em debate que me esqueci da pobre rapariga que me acompanhava e assistia à conversa.
A conversa começou mal porque o rapaz lembrou-se de dizer que já tem recusado empregos de 500 e 600 euros porque prefere estar a fazer trabalho social a ser mal pago...
- disse-lhe que se ele recusava era porque podia (quando não se tem falta de dinheiro é fácil recusar trabalho).
- o rapaz está a trabalhar na Junta de Freguesia a "desenvolver projectos"; claro que lá está porque o tio é o presidente da mesma Junta...
- e por fim, quando lhe perguntei afinal em que projectos está inserido, já que se diz envolvido em projectos voltados para o social, para a sociedade, envolvido com o povo, respondeu-me que organiza corridas de automóveis clássicos. Admitiu a determinado momento, mostrando até um certo orgulho nisso, que é uma organização voltada para uma elite. Ora aí está, trabalho com o povo na sua máxima expressão.
Depois debatemo-nos, argumentámos e fiquei com a ideia que afinal os seus ideais de direita estavam pouco solidificados na cabeça do pobre rapaz, que acabou por ceder às minhas opiniões.
E nunca vi ninguém usar tanto e tão mal empregue, o termo "assertivo".
Até está a construir um percurso interessante, é da área do Turismo. Agora não me venha falar em necessidades do povo e tentar incutir a ideia bárbara que temos que fechar as fronteiras aos estrangeiros. Temos, isso sim, que estreitar a entrada dos mesmos, no sentido de os encaixar na nossa sociedade, evitando a imigração ilegal e a criação de guetos. Há sempre a ideia primária que os problemas se resolvem com as proibições e a criação de novas leis, quando bastava fazer cumprir as actuais.
É caso para pedir desculpa aos leitores, mas é que não houve cerveja naquele bar que me fizesse achar graça ao discurso do meu amigo social democrata.
A título de curiosidade, o bar chamava-se Xentra, que segundo conta a lenda, seria o nome que os Mouros davam a Sintra.
A cerveja é cara e pode-se fumar - o normal, portanto.
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sábado, abril 10, 2010
Enday, 2 de Abril, Fnac Vasco da Gama
Sexta-feira, 2 de Abril, feriado.
Jantar e café marcado com amigos, passagem pela Fnac do Vasco da Gama para assistir ao concerto dos Enday.
Segundo informação disponibilizada pela Fnac, a banda foi formada em 2002 e a mesma apresenta-se como um grupo de 5 amigos de longa data. A banda, com raízes em Cascais, está a preparar o lançamento do seu álbum de estreia, intitulado "Green Smoke", com uma série de concertos acústicos apresentados nas Fnacs de norte a sul do país.
"Em acordo (...) com a CÁRITAS, os Cd's vendidos na Fnac revertem para angariar fundos para contribuir para a reconstrução da vida das familias da Madeira".
A iniciativa é boa e a atitude mostrada em palco também era muito boa, com o vocalista a mostrar uma grande aptidão para lidar com o público, sempre com boa disposição.
No entanto, o som geral da banda, que não era nada mau, era algo vulgar e batia em todos os clichès das bandas modernas com desejos indie e um pezinho nas novelas dos Morangos com Açúcar.
Gostei de um dos guitarristas (muito seguro e disponível para todos os riffs, muito dinâmico), embora tivesse ainda no dia anterior confessado a um amigo que já estou farto do som das guitarras acústicas com cordas de aço, preferindo a viola acústica com cordas de nylon, aquilo que aliás se houve mais pelo nosso país a um nível mais amador, ou em sons com raízes mais étnicas.
De resto, à excepção do vocalista (garra a cantar e grande atitude), não gostei muito.
No final do concerto, houve direito a conversa com o manager da banda, da qual fixei ele dizer que nada neste país funcionava ao nível dos contactos gerais - é preciso factor C, é preciso chegar aos contactos directos com os "actores" e intervenientes, agentes decisores e isso passa por uma grande rede de conhecimentos. Nada que não se saiba já, mas é sempre interessante ouvir outras pessoas falarem abertamente nestas coisas.
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Recital piano Jazz, Kirk Lightsey, 3 Abril, Malaposta
Foi já em cima das 21h30 da noite do dia 3 de Abril que cheguei à Malaposta - para quem não está a situar, é só procurar no diagrama da rede do Metro de Lisboa a estação do Sr. Roubado. Era a hora apontada para o início do espectáculo, mas concluímos (eu e a minha companhia), que havia um atraso; havia pouca gente com bilhete comprado e aguardava-se que mais pessoas chegassem para o recital.
Agora, depois de me sentar no meu lugar, depressa concluí que já tinha visto uma súmula do que seria o concerto, que começou com Kirk Lightsey sozinho em palco, mas continuou com Maria Viana na voz e terminou com um momento de improviso, totalmente previsto, de uma cantora norte-americana a acompanhar a cantora portuguesa na voz.
Ou seja, aquilo que se passou na apresentação da Fnac, agora em formato long-play, por assim dizer.
Os mesmos temas e mais alguns, o mesmo sentido de humor, piadas à fraca assistência presente na sala, a mesma forma corajosa com que Maria Viana se lança aos temas numa aparente improvisação de alinhamento e sobretudo a forma calorosa como a intérprete se relaciona com a audiência.
Senti o mesmo interesse e a mesma frescura cultural de uma espécie de cruzamento entre a intelectualidade e o popular, como se de certa forma se desmistifica-se um estilo tão associado às elites.
De resto, não me ocorre acrescentar mais àquilo que já tinha sido a actuação na Fnac do Colombo, senão decalcar um pouco a informação disponibilizada nas plataformas institucionais sobre o pianista norte-americano, que apesar de tudo era quem figurava no cartaz.
Kirk Lightsey
Nasceu em Detroid em Fevereiro de '37, começou os estudos com Johnston Flanagan, estudando depois também com Glady's Wade Dillard.
Foi na Cass Technical High School que Kirk conheceu o Jazz e aos 18 anos optou por tornar-se profissional.
Obrigado a cumprir recruta, regressou a Detroid e continuou a sua carreira musical - tocou para a Motown e ainda conseguiu estudar a vertente mais clássica do piano com Boris Maximovich.
Essencialmente, Kirk Lghtsey define-se como um pianista "de Detroid incorporando a iluminação de Bud Powell, o estilo de Art Tatum e um sentimento bebop".
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quarta-feira, abril 07, 2010
Maria Viana, 31 de Março, Fnac Colombo
Quando celebra 30 anos de carreira a cantar Jazz, Maria Viana vê-se à boleia (sem sentido pejorativo!) de algumas coincidências.
O lançamento de um livro que se faz acompanhar de um cd sai para o mercado, com destaque na Fnac. Ilustração a cargo de Xico Fran, artista plástico, textos de Barros Barroso, Duarte Mendonça, João Moreira dos Santos e José Duarte.
Motivo de forte interesse: o livro não se limita a retratar o percurso de uma jovem Maria Viana, porque consegue ser também um documento histórico, ao esboçar o cenário do Jazz no nosso país durante a década de 70, período em que o "pai do jazz", Luís Vilas-Boas, se envolveu na criação da "prima" escola do estilo em Portugal, o Hot Club, e na apresentação de espectáculos ao vivo nomeadamente ao abrigo do Festival de Jazz de Cascais.
Apesar de se tratar de uma apresentação musical ao vivo, não é demais estar aqui a falar no livro porque este foi o motivo para a mesma e tomou parte considerável do tempo em que estive presente na sala de espectáculos da Fnac do Colombo, que envolveu a conversa chata de editor, mas teve também o apelativo discurso descomplexado e apostado desmontar todos os preconceitos que se encontram no mundo da música, nomeadamente no Jazz, por parte da cantora, figura interessante e desconcertante.
Entretanto, ainda explicando as coincidências, a Fnac associa-se a João Moreira dos Santos, na criação de uma rubrica dedicada ao Jazz - concertos, workshops, palestras, apresentações, etc.
Por fim, Kirk Lightsey, histórico pianista, encontrava-se em Portugal numa tourné em nome próprio. Foi ele quem acompanhou a cantora, na interpretação de 4 temas, para deleite de todos presentes.
O melhor estava reservado para o fim - Maria Viana desafiou todos a acompanha-la num tema e do meio da plateia surgiu uma voz perfeita. Será qualquer coisa como Kate Tate o nome desta sua "colega de profissão", assim foi apresentada, sobre quem não encontro nada na internet, mas que é uma vocalista de firme timbre, presença, consciência. Perfeita. Mais um bocadinho e até nos esquecíamos que o espectáculo era da portuguesa.
Para quem não sabe, Maria Viana participou, antes de iniciar uma distinta carreira no Jazz, numa das primeiras girls-bands em Portugal, durante a febre dos Abba, as Cocktail - eram estas Maria Viana, Rita Ribeiro e a cantora mais tarde conhecida como Ágata.
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Éder, 26 de Março, Fnac do Colombo
A determinado momento, seja em que sítio for e independentemente da cultura em que esteja inserido, houve e haverá sempre alguém que se lembra de pegar na guitarra acústica, ou num semelhante, e começar a tocar e cantar para quem o queira ouvir.
Neste caso, é em crioulo de Cabo-verde que este Éder se expressa neste trabalho de estreia, o seu primeiro álbum, a solo, intitulado "Perfil" - possivelmente um clichè entre tantos, que se encontram nestes cantautores.
Baladas românticas, slow soul, música pop, tudo na sua língua materna - tudo terreno já batido e nada de original.
Salvou-se o bom ambiente que a certo ponto se instalou, quando o artista resolveu que teria a plateia, que se compôs com a chegada de rostos familiares a Éder, a cantar com ele os refrões nessa língua tão falada no nosso país, mas que é estranha a quase todos nós.
Foi uma boa solução para um final de tarde descontraído - pouca originalidade, muito valor, trabalho honesto. Sem mais pretensões. E o preço foi apetecível.
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De volta
O escriba voltou a ter net. Já diz a publicidade que, podia viver sem net, mas não era a mesma coisa.
Stay tuned...
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sábado, fevereiro 27, 2010
"Separados de fresco"
Já gastei a minha paciência toda para este tipo de filmes. Mas quando as condições climatéricas nos sugerem que fiquemos em casa, há tendência para papar qualquer coisa que dê na televisão. E sim, eu tenho um leitor de DVD's e bons filmes por ver; mas às vezes a preguiça faz-me retroceder aos tempos em que aguardava que um filme passasse na TV, e deixo-me acomodar ao que aparecer.
Depois arrependo-me ou pergunto-me que ideia foi esta.
A verdade é que eu queria ver um filme, qualquer coisa que aparecesse-se na "pantalha", como lhe chama o meu pai, mas terminei a fazer outras coisas enquanto via este "Separados de fresco" e acabei mesmo por nem ver o final.
Agora, sobre o filme, vou tentar extrair qualquer coisa e transpor para palavras.
Na qualidade de fã da série norte-americana "Friends", fico sempre com um pouquinho de curiosidade em saber o que andam a fazer os protagonistas que nela figuraram, mas a verdade é que não me lembro de ver alguma coisa que me trouxesse interesse.
Neste caso, é Jennifer Aniston que protagoniza, ao lado de Vince Vaughn, uma comédia dita romântica, mas que acaba por não o ser. Porque, como se escreve nalgumas páginas de internet, "esta história começa onde a maioria acaba" - a parte sempre mal explicada do "e viveram felizes para sempre". Ou, como também li, "o momento em que cada um começa a dar com o outro em doido".
O filme gira, então, em torno do conturbado relacionamento entre o casal, que recusa continuar junto, mas cujas partes não pretendem sair do apartamento que dividem concretizando a separação. Assim, fazem a vida negra um ao outro, como se de uma guerra se tratasse.
E acho que está tudo dito. As interpretações não são brilhantes (como não costumam ser nestes enredos), não há de facto comédia nisto tudo, apenas alguns gags melhor escritos, e inúmeras situações inusitadas.
Se podia ter evitado ver esta história insípida? Podia. Mas também não poderia discorrer sobre este filme específico, nem lembrar-me que já não tenho pachorra para estes filmes parvos.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Blog em remodelação
O blog está a ser alvo de algumas remodelações, na esperança de tornar a sua imagem um pouco mais apelativa.
Espero concluir em breve. Pelo menos as mudanças mais drásticas, porque por aqui tenta-se apresentar alguma coisa nova.
Em todo o caso, espero continuar a ter leitores a seguirem as minhas linhas, mesmo que sejam poucos. Mas bons.
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sábado, fevereiro 20, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Old Dogs
As comédias familiares, os chamados filmes de domingo à tarde, são sempre produtos para consumir e mandar fora, sem que nada de bom ou mau venha ao mundo. Umas piores, outras melhores (The hangover foi dos melhores filmes do género que vi), a verdade é que tão depressa se vêem como se esquecem.
Neste filme, encontramos dois actores de prestígio, mas cujas carreiras já conheceram melhores dias. John Travolta e Robin Williams interpretam dois amigos de longa data, que andam às voltas com um importante negócio para as suas carreiras. O último depara-se com a notícia de que é pai de duas crianças já crescidas e vê-se na necessidade de tomar conta delas. O resto é a cartilha das comédias do género.
O filme é realizado por Walt Becker e tem o selo Disney.
A verdade é que a gigante do cinema de animação assina bons filmes animados, mas de uma maneira geral produz filmes de imagem real pouco significativos em termos artísticos. Serve para o público infantil, que se pode dizer o seu "target", mas acho que nesta história sai um pouco fora disto, uma vez que os protagonistas são dois homens em crise de meia idade - assunto pouco relacionado com crianças e que lhes dirá muito pouco.
Mas a Disney diz que é diversão para a família e vamos acreditar que sim, que num domingo à tarde, este filme encaixe num qualquer canal generalista.
Wild Hogs
Acrescentar ainda, que o realizador americano já tinha dirigido John Travolta numa outra comédia insípida, em 2007, chamada Wild Hogs - uma história que retratava um grupo de homens de meia idade, em crise, que se lançaram à estrada montados em motas, atravessando uma série de aventuras. Parece que as crises de meia idade são, de acordo com Becker, bom tema para comédias.
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Sherlock Holmes
"Elementar, meu caro Watson", terá pensado Guy Ritchie quando pegou no clássico de Artur Conan Doyle - o regresso de Sherlock Holmes implicava uma revisão de estilo. Significava adoptar uma visão mais moderna do investigador mais famoso do mundo.
Alvo de inúmeras adaptações para o cinema e televisão, nunca os personagens foram tão recriados ou transformados. O que implicava um grande risco. Era muito fácil acusar-se a produção de adulterar os dois investigadores, sobretudo a personagem de Sherlock, que deixa de lado a figura sóbria e composta (ainda que excêntrica), para passar a ter um perfil mais boémio e mundano.
Assim, Guy Ritchie realiza um filme de aventura, com bastante acção e não apenas de investigação.
A dupla de actores funciona muito bem (aliás, tem sido o maior trunfo junto da crítica), com Downney Jr. a representar um Holmes muito relaxado e popular entre as mulheres e Jude Law, um Watson inteligente e sensato.
A intriga é boa quanto baste e gostei muito da fotografia - tem uma imagem que alimenta muito bem um ambiente mais sinistro e escuro que beneficia o filme, já que acaba por lhe dar um ar mais sério. Trata-se de um filme que se pretende para as massas, que pretende ser um blockbuster e que pretende ser um filme simples de aventura para entreter. A fotografia crua e sinistra faz o equilíbrio entre entretenimento e seriedade.
Sequela
A história termina em aberto, ficando espaço para uma sequela. Depois dos riscos que correram com as alterações de imagem de Sherlock Holmes, é natural que houvesse a ambição de fazer uma série de filmes, aproveitando a figura revitalizada do detective inglês. O risco era grande, mas ficava a possibilidade de continuar um trabalho arrojado.
Fazendo um balanço pessoal, acho que a continuação vai surgir naturalmente, até porque, como já disse, a dupla que protagoniza o filme funciona muito bem e parece que isso é meio caminho andado para que o público sinta necessidade de saber em que aventuras andam metidos.
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The Temper Trap - Sweet Disposition
Para aqueles dias de chuva, que entramos no carro e ficamos fascinados pela água que cai no vidro, mesmo que contrariados pelos contratempos que gera.
Não é a música da minha vida, mas carrega uma boa dose de magia - daquilo que é feita a música.
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terça-feira, fevereiro 16, 2010
"The Box"
Sabendo que custaria uma vida, de alguém que lhe é desconhecido, e que lucraria um milhão de dólares, perante um enorme botão que confirma decisão, pergunta-se: carrega no botão e lucra, ou poupa a vida de um estranho?
A história deste filme desenrola-se durante os anos 70, em plena corrida nuclear. "The Box" segue um casal que é confrontado com um estranho que lhe oferece uma caixa muito peculiar - se carregarem num botão, há uma pessoa qualquer no mundo que morre, mas eles receberão um milhão de dólares.
O filme, de 2009, é realizado por Richard Kelly, nome marcado por "Donnie Darko", um filme com o mesmo espírito alternativo, mas de que, por sinal, não gostei.
Mas gostei deste. Possivelmente uma homenagem às fitas dos anos 70 e aos filmes de ficção científica dessa altura. Aliás, no desenrolar da história, comecei a notar semelhanças com alguns episódios da clássica série "The Twilight Zone", que explorava dilemas humanos em ambiências sci-fi, thriller, horror, suspense. Curioso foi, após uma pequena investigação, concluir que durante a temporada dos anos 80 da série norte-americana a historia foi adaptada para um episódio.
Depois de ver Avatar, gostei de ser surpreendido com um conceito inverso ao do filme de James Cameron. Se em Avatar parecia que a história servia de pretexto aos efeitos especiais, aqui a intriga é servida por excelentes efeitos, que nunca causam sensação de espanto, mas completam esta visão do fantástico com nota muito positiva.
"Button, Button"
"The Box" baseia-se num conto de Richard Matheson, um autor e argumentista norte-americano. Inicialmente publicado na Playboy, em 1970, o conto foi mais tarde republicado como parte de uma colecção de contos do autor.
Em "Button, Button" o desfecho é diferente, com a esposa a carregar no botão, a receber o dinheiro, mas com o custo da morte do seu marido - o homem morre num acidente de comboio. A mulher, inconformada, pergunta ao estranho que lhe entrega o dinheiro porque é que o marido morreu, já que o acordo era morrer alguém que não conhecesse. "Acha que conhecia realmente o seu marido?", responde o estranho.
Porque o final foi modificado para o episódio da série "The Twilight Zone", Matheson desaprovou a adaptação do conto para a TV.
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Colaboração noutro blog
A partir de agora colaboro num outro blog, o http://lesoundcheck.blogspot.com/.
Essencialmente virado para a música mais alternativa, é uma interessante colaboração, quanto mais não seja porque terá à partida um maior número de leitores. Continuarei por aqui, a postar tanto quanto possível, mas abraço também este interessante desafio. O desafio de me dividir em dois blogs e de criar uma linha de ideias mais direccionada para leitores habituados a um determinado estilo.
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Filipe Pinto é o natural vencedor dos Ídolos
Se calhar, depois daquilo que vi da Diana Piedade, concorrente do programa Ídolos, a atribuição do prémio não é assim tão simples. Talvez seja ela mais equilibrada, ou versátil. Mas estas coisas nem sempre respondem a uma lógica.
Lá venceu o Filipe Pinto.
Foi uma boa temporada de música, nesta edição e vão ficar alguns nomes para seguir. Assim se espera, nem sempre se confirma. Passou-se o mesmo com as anteriores séries e com outros programas.
Guardo na memória esta interpretação do rapaz Filipe, um bom tema através de uma bela voz.
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segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Tom Waits - "Tango Till They're Sore" cover
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Rain Dogs, Tom Waits
Para mim, Waits é sinal e marca de qualidade. Era capaz de passar horas a ouvi-lo e lamento muito que nunca se tenha dignado a vir ao nosso país.
Ultimamente tenho "andado a" "Nighthawks at the dinner", o brilhante falso álbum ao vivo, que me faz companhia nos finais de tarde em que chego a casa e arrumo a barafunda que se instala todos os dias em minha casa.
É delicioso musicalmente e tem uma ambiência divertida, boémia e fumarenta - como se fôssemos transportados para um bar escuro, com o senhor Waits a contar mais uma história.
Mas ele também um lado muito experimental e alternativo. Acho que este vídeo mostra o equilíbrio perfeito entre as suas facetas jazz e alternativas.
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domingo, fevereiro 14, 2010
Tom Waits e Iggy Pop, Coffee and Cigarettes
Uma comédia surreal, bem ao meu estilo, realizado por Jim Jarmusch em 2003 (EUA).
São 11 curtas-metragens sobre diferentes personagens que discutem à mesa, entre café e cigarros, vários assuntos, como a forma correcta de se preparar um chá tipicamente inglês, as invenções de Nikola Tesla, discussões familiares, a cidade de Paris nos loucos anos 20, hip hop e o uso de nicotina como insecticida para as pragas.
Destaco a "curta" onde figuram Tom Waits e Iggy Pop; a minha preferida - duas das mais emblemáticas figuras da música, numa amena conversa que aparentemente não chega a lado nenhum.
Recomendável apenas a viciados em café e cigarros, ou amantes de uma boa comédia surreal, daquelas onde não há punchline, onde, em português, não há uma gargalhada para nos lembrar de rir no fim da piada.
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La Roux estreia-se em Portugal em Março
La Roux é um projecto inglês de electropop/Synth formado em 2008, por Elly Jackson e Ben Langmaid.
A dupla britânica, responsável pelos hits "In for the kill" e "Bulletproof", desloca-se ao nosso país, acompanhados de mais dois músicos de palco, em Março para uma actuação no Lux, onde irão apresentar o álbum de estreia homónimo.
Desde o momento que os comecei a ouvir na rádio que fiquei cativado pelo seu tom jovial e alegre, mas marcantes o suficiente para não serem considerados mais um produto descartável, fruto de uma moda.
Embora gozem o período que se vive na música, em que o rock e indie rock apelam às pistas de dança, em que as divas da pop se rendem também à música de dança e aos ritmos dançáveis, esta synth pop faz lembrar uma actualização de bandas como os Abba, quer pela música em si, como pelo uso de uma imagem psicadélica, quase ridícula.
Para não trazer para aqui apenas os clips de vídeo que correm as TVs, resolvi fazer uma pesquisa maior, até porque tenho muita curiosidade de saber como serão as apresentações da banda ao vivo - os vídeos em baixo mostram um pouco mais da banda, acho eu, e quanto aos clips, está tudo no Youtube, bem acessível.
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sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Red Hot já têm novo guitarrista e um álbum a caminho
Passou-me completamente ao lado esta notícia - foi muito badalado o abandono de John Frusciante, dos Red Hot Chili Peppers e muita coisa se disse. Mas já desde meio de Dezembro do ano que passou que a banda tem um novo guitarrista e não me lembro de ver nada sobre o assunto.
Os Red Hot voltaram ao estúdio, em Outubro de 2009, e têm trabalhado com Josh Klinghoffer que é o substituto de Frusciante.
Klinghoffer é um músico e produtor musical norte-americano, baterista dos Warpaint e membro dos Bicycle Thief (que tiveram apenas um álbum lançado em 1999, "You come and go like a pop song").
Também tocou com Beck, Butthole Surfers, Golden Shoulders, John Frusciante, Jon Brion, Nine Inch Nails, PJ Harvey, Sparks, Vincent Gallo, etc.
Nova direcção
Sobre o novo álbum, em entrevista a um meio de comunicação, Chad Smith afirmou que com certeza tomará uma nova direcção, uma vez que têm um novo guitarrista.
"Ele é muito talentoso e bem musical. É novo, engraçado (...). Sei que [o novo álbum] será diferente e excitante. Acordar todos os dias e ir ensaiar deixa-me feliz, porque sei que algo novo e bom irá acontecer - então estou bastante animado. É óptimo".
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segunda-feira, fevereiro 08, 2010
The xx
Descobri esta banda recentemente. Parece que não é novidade nenhuma, porque já explodiu por esse mundo fora há algum tempo.
Gosto do ambiente algo etéreo das suas composições e imagino como serão ao vivo.
Não me vou alongar muito, deixo só um vídeo e a sugestão para que os descubram.
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Diana Piedade, Ídolos
Com dois finalistas de peso nesta edição dos Ídolos, muita tinta tem corrido a propósito das histórias paralelas à música. É fazer uma pequena pesquisa na internet sobre o nome de um dos concorrentes e surgem um sem número de histórias, factos e opiniões.
Diana Piedade, uma das finalistas, viu a sua interpretação de "Piece of My Heart", de Janis Joplin, ser referida num site americano de fãs da cantora americana.
"Foi uma surpresa encontrar no janisjoplin.net a minha prestação", revelou a um jornal nacional.
"Cresci a ouvir a geração que fez os anos dourados da música. E isto graças ao meu pai, que ouvia muito o rock psicadélico dos anos 60", diz.
Entretanto, as votações para decidir o vencedor que será anunciado no próximo Domingo, dia 14, vão decorrer ao longo desta semana.
Para Setembro já está prevista a exibição de uma nova edição dos Ídolos, estando também prevista uma digressão nacional durante os meses de Março, Abril e Maio com alguns dos concorrentes a figurar no cartaz. Arranca a 13 de Março, no Campo Pequeno, em Lisboa.
Petição Queremos a Diana Piedade e o Filipe Pinto na London Music School
Enquanto pesquisava sobre a concorrente dos Ídolos, descobri que circula na internet por esta altura uma petição que pede para serem premiados os dois finalistas desta edição, já que ambos têm muitas capacidades e porque muita gente acha que ambos deviam ter a oportunidade de participar na London Music School.
"Desde o início do Programa "Ídolos" que a Múlti ópticas patrocina o grande prémio que é um curso de 6 meses na London Musich School com estadia num condomínio privado, onde o futuro vencedor do Ídolos terá a magnífica oportunidade de explorar o seu talento.
Sugerimos à Multi ópticas ou a outro patrocinador oficial do Ídolos que proporcione esta oportunidade ao segundo finalista do Ídolos pois são os dois brilhantes representantes das magníficas vozes e artistas que temos em Portugal!", pode-se ler na página de petições "Petição Pública".
O futuro
Disse-me alguém que a jovem algarvia tem ou tinha uma banda, mas por mais que pesquise na net, não encontro nada; nem nomes, nem referências a isto.
Ganhando ou não esta edição dos Ídolos, quero acreditar que a Diana não vai ficar por aqui e que vamos poder acompanhar a sua carreira musical por muitos anos.
Sabemos que a cena musical no nosso país é pequena, mas por vezes também há uma certa falta de crença, porque a verdade é que temos crescido muito. Há uma grande variedade de bandas hoje em dia e por muito fechadas que sejam as rádios ou as editores, têm surgido novos talentos com muita frequência, quer seja através de concursos, ou através de algumas iniciativas de algumas rádios.
Para terminar, deixo em baixo dois vídeos de duas actuações da cantora, vocalista, front-woman, as duas de que mais gostei até agora, ou as que melhor recordo.
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domingo, fevereiro 07, 2010
Arctic Monkeys no Campo Pequeno, parte II
Boa noite de música, no Campo Pequeno, numa noite que se fez muito chuvosa.
A minha expectativa era grande, até porque nunca tinha estado no Campo Pequeno para assistir a espectáculos e confesso que era daqueles que ainda não conhecia bem o último trabalho da banda inglesa. Só dias antes andei furiosamente a tentar apreender todas as notas e palavras que estão em disco, para melhor gozar o concerto. A verdade é que saí do concerto ainda mais entusiasmado com o novo álbum e tenho consumido avidamente este disco gravado no deserto e com boa e forte influência de Josh Homme, dos Queens of The Stone Age.
Foi por trás de uma enorme cortina vermelha que a banda arrancou para uma grande actuação, para gáudio de uma plateia entusiasmada com a possibilidade de voltar a ouvir novamente alguns dos temas mais conhecidos dos ingleses e ver como funcionaria o novo álbum ao vivo - as ambiências mais negras não jogavam bem com a imagem que, pelo menos eu, tinha do grupo ao vivo. Mas tudo funcionou na perfeição.
Com Hambug na ponta da língua
Como se esperava, ou calculava, foi com o novo álbum na bagagem que se deslocaram ao nosso país e, portanto, foram sobretudo os novos temas, como "Crying and lightning" e "My Propeller", que mais figuraram no alinhamento do concerto.
No entanto, não deixaram de apresentar alguns dos temas clássicos do primeiro e segundo álbuns, como "When the Sun Goes Down" ou "I Bet You Look Good on the Dancefloor", dos mais aplaudidos e dançados (porque esta banda faz rock para dançar).
Houve ainda tempo para uma versão de um tema de Nick Cave, "Red Right Hand".
Fecharam a actuação com "Secret Door" e confettis, mas voltaram para o encore com mais dois temas, para brindar um muito fiel público, que muito antes da hora prevista para a abertura das portas, já rodeava o recinto e se fazia ouvir.
O antes...
A noite era de chuva e cheguei muito cedo ao Campo Pequeno, até porque achei que pelo preço pago, tinha direito a gozar tudo o que a noite proporcionasse. Incluindo a concentração em redor da sala, a abertura de portas, a entrada dos fãs, o compor das bancadas e a banda de abertura.
Fumei vagarosamente cigarro atrás de cigarro, enquanto apreciava junto às grades a agitação de quem queria entrar antes de toda a gente e garantir um lugar bem próximo do palco. Porque ia ver o concerto num camarote e não havia fila para entrar, aguardei até à última para subir e fiquei a observar as movimentações na porta principal.
No momento em que abriram as portas, instalou-se a loucura (ponderada), porque havia resistência à entrada, proibidas que estavam de entrar garrafas de água e máquinas de fotografar.
Na ânsia de entrar, a correr, como se competissem numa maratona, vi pessoas serem agarradas por seguranças que tentavam impedir as correrias e vi uma rapariga cair estatelada no chão, tal a força com que arrancou em direcção à porta.
Uma banda pouco misteriosa
Foram os também ingleses Mystery Jets que abriram a noite para os Monkeys. Se inicialmente os imaginei ilustres desconhecidos, foi através do tema "Two doors down" que me apercebi que tenho-os ouvido várias vezes na rádio.
Têm uma sonoridade ligeira, muito radio friendly, que proporciona murmúrios vários, no autocarro, no duche, na fila do hiper-mercado, pegadissas que são as suas músicas, mas estão longe de ser uma daquelas bandas que nos marcam para sempre.
Em todo o caso, ajudaram à festa e a criar um bom ambiente antes de nos atirarmos de corpo e alma à música dos Arctic Monkeys.
1. Dance Little Liar
2. Brianstorm
3. This House Is A Circus
4. Still Take You Home
5. Potion Approaching
6. Red Right Hand (Nick Cave cover)
7. My Propeller
8. Crying Lightning
9. Catapult
10. The View From The Afternoon
11. I Bet You Look Good On The Dancefloor
12. Fluorescent Adolescent / Only You Know (Dion cover)
13. If You Were There, Beware
14. Pretty Visitors
15. Do Me A Favour
16. When The Sun Goes Down
17. Secret Door
Encore
18. Cornerstone
19. 505.
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quarta-feira, fevereiro 03, 2010
The rocker
Este é um daqueles filmes que nem merece grandes comentários. É uma comédia, de 2008, algo aparvalhada, sem grandes notas - resta acrescentar que é divertido para quem gosta de bandas rock e ainda tem alguns sonhos de vir a ser uma rock-star.
Sinopse
Nos anos '80, Fish é um dedicado baterista da iniciante banda Vesuvius. De um momento para o outro, ele é expulso da banda, precisamente quando a banda se torna numa das maiores bandas rock do mundo.
Desapontado, acaba por se render e arranja um emprego normal e deixa a música de parte. 20 anos depois, surge a oportunidade de regressar à bateria, convidado a entrar na banda do seu sobrinho...
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Arctic Monkeys no Campo Pequeno
É já logo à noite que se repete a dose, depois de ontem terem actuado no Porto. É a terceira vez que vêm actuar no nosso país, a segunda que eu os vou ver e promovem agora o último álbum, Hambug.
Voltarei cá para partilhar a experiência com os leitores.
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terça-feira, fevereiro 02, 2010
O fantasma
Pouco impressionante esta adaptação para o cinema deste personagem dos quadradinhos, dirigido pelo australiano Simon Wincer.
A história é sobre Billy Zane, o vigésimo descendente dos heróis conhecidos como Fantasma. Ele descobre que um industrial em Nova York planeja roubar as três caveiras mágicas de Touganda que, unidas, lhe dariam grande poder e parte numa grande aventura numa luta contra o mal!
A recordar um pouco as histórias do Indiana Jones ou d'As Minas de Salomão, o filme é algo infantil e não entusiasma muito, mas gosto sempre de ver adaptações de BD para o grande ecrã.
Aconselho sobretudo a entusiastas de Banda Desenhada, porque fora disso não deve ter grande interesse, nem ao nível da intriga ou dos efeitos especiais.
O Fantasma em mini-série
Entretanto, é já este ano que está prevista a estreia de uma mini-série sobre o herói púrpura. Na minha opinião, e assim de repente, assassinaram o fato tradicional. Embora seja uma tentativa de renovar o personagem, com um look mais moderno e high tech, foge muito à imagem BD que se conhece, pelo que não me convence muito.
Já existe um trailer a circular pela internet onde se percebe uma grande dose de violência, com assassinatos, muito sangue, lutas e cenas de acção. Há até quem a compare com Smallville, que conta a história de Clark Kent antes de se tornar o Super-Homem e aponte grandes diferenças, com conceitos muito distintos nas duas produções.
Em baixo, o referido trailer...
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Hancock
Agradável este filme que dizem ser uma sátira à figura mítica do super-herói dos comic books.
Hancock (Will Smith) é um herói cuja popularidade se arrasta, devido às suas tentativas de resgate pouco convencionais. Após salvar um agente de relações públicas, o mesmo oferece-se para o ajudar a melhorar a sua imagem.
Sugere então que Hancock se entregue a uma ordem de prisão lançada contra si, para dar o exemplo e iniciar a mudança de sua imagem junto do público. Supondo um aumento de criminalidade, devido à sua ausência, a população chama-lo-ia de volta.
Os efeitos especiais são muito bons e a ideia inicial está bem conseguida, abordando o conflito interior do herói. Já mais para a frente, no desenrolar da história, a coisa dispersa-se um bocado, apelando ao lado romântico, com Hancock a relembrar um envolvimento amoroso, que nem vou revelar aqui para não estragar a surpresa.
Não é um grande filme, mas é uma boa história de super-heróis.
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segunda-feira, fevereiro 01, 2010
La Flag
Foi no passado dia 23, de Janeiro, que estive no Espaço Reflexo, em Sintra, a assistir a um grande concerto - os La Flag, banda de pós-rock instrumental que durante cerca de uma hora me levaram ao céu e me arrepiaram todo com muito sentimento e muito rock. Momentos introspectivos e outros de grande vigor e força, distorção.
A projecção vídeo numa tela, atrás da banda, só enriqueceu a apresentação, numa noite entre amigos.
Tive a oportunidade de conversar um pouco com o baixista da banda e de lhe dar os parabéns pelo óptimo trabalho desenvolvido.
Uma banda a seguir.
http://www.myspace.com/laflag
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The Men Who Stare at Goats
"The Man Who Stare at Goats", uma das melhores comédias que vi nos últimos tempos. A história começa com Ewan McGregor no papel de um jornalista desesperado por uma história bombástica e que decide partir para o Iraque. Lá conhece Lyn Cassady (George Clooney), que afirma ser um ex-soldado norte-americano do departamento de psíquicos, reactivado após o 11 de Setembro. As revelações de Cassady são inacreditáveis, deixando o personagem de McGregor em constante dúvida sobre a veracidade das histórias que vai ouvindo, mas deixando-se levar numa aventura que parece não ter destino certo.
Jeff Bridges interpreta o fundador do programa de soldados psíquicos e Kevin Spacey, outro soldado com poderes mentais, que gere um campo de prisioneiros no Iraque.
Todo o ambiente prima pelo surreal, humor que mais me atrai e que neste filme é levando para lá de todas as fronteiras. George Clonney desenvolve uma personagem brilhante, que nos transporta ora para a dúvida ora para a certeza que de facto existem capacidades extra-sensoriais nestes militares da paz.
Apetece dizer: parece uma comédia. E é mesmo.
No entanto, este filme baseia-se num livro escrito pelo repórter norte-americano Jon Ronson, que desenvolveu uma história bem mais dramática e que não se limita a fenómenos paranormais.
No livro, é o próprio Ronson que corre atrás de generais verdadeiros para descobrir a relação entre o treino dos supersoldados paranormais e as torturas psicológicas aplicadas aos presos iraquianos de Abu Ghraib há sete anos.
Ele garante ser tudo real, até mesmo a estranha, e frustrada, mania de atravessar paredes com o poder da mente. Ronson conta em 16 capítulos como esse treino, aprovado pelo governo Bush, levou a Inteligência americana a incorporar técnicas do Projecto Jedi para arrancar confissões aos suspeitos quando o ex-presidente dos EUA declarou guerra ao terror, após o ataque às torres gémeas.
Há quem diga que este livro é o manual das técnicas de tortura do governo norte-americano e são reveladas inacreditáveis suspeitas, que só podemos supor serem reais.
Se calhar vale a pena ler o livro depois de ter visto o filme.
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sábado, janeiro 23, 2010
Há chorar bonito
Hoje dedico-me à melancolia. Fui desenterrar dois vídeos do youtube que me fazem arrepiar e chorar, como se todas as dores que acumulo de diluíssem em lágrimas de arrependimentos e amarguras.
A mistura de Boss AC com Mariza, num tema com uma letra lindíssima;
E um momento de música do melhor que já se fez em Portugal, um momento mágico que, para mim, parte de uma soberba interpretação e culmina com um arrepiante choro de Mariza, num momento de fragilidade que a cantora não consegue esconder.
Despe a alma, diante do seu público. Lindo.
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quarta-feira, dezembro 23, 2009
Há Avatar, há dormir e voltar
No Domingo passado voltei a uma sala de cinema, para minha grande alegria, porque parecia que andava de costas voltadas com a sétima arte no seu espaço mais nobre.
O filme escolhido foi Avatar, o último épico desenvolvido por James Cameron que quis superar o sucesso de outras obras suas como "Titanic" e "Terminator" - desta vez o tema versa a ficção científica e tem na projecção em 3D um argumento de peso.
Agora aquilo que achei, concretamente: as primeiras duas horas são de deslumbre, porque o filme é projectado em 3D, porque visualmente o filme é uma obra-prima e porque o desenrolar da história tem vários pontos de interesse.
E ver o rosto da Sigourny Weaver perfeitamente reproduzido nas criaturas que o filme retrata e todo aquele cenário de natureza e ambiente alienígena, só pode deixar qualquer fã de cinema completamente rendido às novas tecnologias.
Há muito que não ia a um filme que tivesse intervalo e este teve-o. Voltado da pausa, preparei-me para o resto da história - não estava era preparado para que a história começasse a perder interesse, com dilemas infantis e com uma mistura de explosões e cenários de guerra que já fartam. Confesso que comecei a desinteressar-me e acabei por dormir durante longas partes da história.
Agora, se o filme é bom? É. Mas também é longo demais, tem um desenrolar, perto do desfecho, que não suscita grande curiosidade e pelos vistos faz-me dormir - ainda bem que não sou crítico de cinema, antes um curioso por tudo aquilo que me suscita interesse.
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terça-feira, dezembro 22, 2009
Muse no Atlântico
Há uns dois ou três dias atrás estava em plena Avenida da Liberdade a fumar um cigarro, fui abordado por um indivíduo de ar alucinado que me disse: "Amigo, hoje é dia 24 ou 25? É 24 não é?". Respondi que sim, era 24. Não era. Mas para quê contrariar?
Posto isto, falemos do concerto dos Muse, uma pérola para recordar durante muitos anos, um daqueles concertos de uma banda que me apraz poder dizer "eu já os vi".
Antes deles, actuaram os Biffy Clyro, banda escocesa da qual nunca ouvi falar e cuja actuação só assisti em parte. Se na altura pareceu-me terem um bom som e apresentarem um bom espectáculo, a verdade é que já não me lembro sequer ao que soavam.
Tive que pesquisar na net para saber que é o álbum "Revollutions" que este trio se encontra a divulgar, não se mostrando "rogados na hora de servir o seu rock nervoso, por vezes experimental por outras a pender para um caminho trilhado pelos Queens of the Stone Age" (Blitz, online).
Quanto ao esperado trio inglês, entraram em palco cerca de 15 minutos depois da hora marcada.
O aparato visual e cénico enchia a vista, dando um colorido extravagante à música que explodia do sistema de som do Atlântico. Rebenta "Uprising", um dos temas do último álbum.
Todo o concerto foi um desfilar dos temas que eu mais queria ouvir serem tocados, teve muita garra e atendendo àquilo que já vi desta banda ao vivo, em DVD's e afins, posso classificar este espectáculo como um dos melhores de Muse, um mimo visual, um regalo para os ouvidos e para os olhos, que se chorassem seria por mais.
Por fim, grande alegria saber que ainda agora tive oportunidade de ver a banda britânica em solo nacional e que em 2010 voltarão a marcar presença, desta feita no Rock in Rio Lisboa, segunda a organização do evento, no palco Mundo, no encerramento do dia 27 de Maio.
Em baixo o alinhamento do concerto no Atlântico:
- Uprising
- Resistance
- New Born
- Map of the Problematique
- Supermassive Black Hole
- MK ULTRA
- Interlude
- Hysteria
- Nishe
- United States of Eurasia
- Feeling Good
- Helsinki Jam
- Undisclosed Desires
- Starlight
- Plug In Baby
- Time Is Running Out
- Unnatural Selection
Encore
- Exogenesis: Symphony Part I (Overture)
- Stockholm Syndrome + riff
- Man with a Harmonica intro + Knights of Cydonia
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terça-feira, dezembro 15, 2009
"Gamer"
Bom filme, este "Gamer", uma injecção de violência gratuita que me chegou às mãos há dias.
Embora um filme de acção e carregado de violência, o enredo é bom - a história gira em torno de uma visão futurista daquilo que se pode considerar um exagero das plataformas sociais, actualmente muito em voga, fundidas com os jogos tipo "Simms" ou o muito violento "Doom".
A criação de um revolucionário jogo de ambiente on-line é a forma de diversão mais comum entre jovens que aos milhões assistem a condenados, como o personagem principal, Cable, que lutam para sobreviver como se fossem personagens virtuais num jogo.
Não há muito mais a acrescentar sobre a película, que sem ser genial explora um conceito muito interessante, que pode ser apreciado por todos aqueles que não fiquem chocados com os níveis de violência que o filme tem.
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Superman Returns
De volta ao blog e de volta ao cinema de Domingo à tarde, em casa.
Desta feita, "Superman Returns", quinto filme da série Super-Homem.
O filme foi lançado em 2006 sob grande expectativa, tendo recebido em geral críticas positivas. No entanto a Warner Bros mostrou-se desapontada com o retorno financeiro e declarou não ter interesse na produção de continuações.
O ponto de partida da história é o retorno do Super-Homem à Terra após cinco anos de ausência e descobre que Lois Lane seguiu com a sua vida e que Lex Luthor saiu da prisão.
Honestamente, acho que o que salva esta produção são os efeitos especiais, porque a história não me convenceu muito.
Esperava um argumento mais entusiasmante, mas achei que em determinados momentos a história se arrastava um pouco e as cenas eram longas demais.
Outra coisa que não me pareceu fazer sentido, prestando atenção aos pormenores, é a ida do Super-Homem para o hospital, que me parece forçado - mas isto tomando em atenção que este género de filmes destinam-se a fãs de banda-desenhada e universo do cartoon, que conhecem as nuances deste universo fantasioso.
No final o saldo não é negativo, mas confesso que fiquei um bocado desapontado, se tiver em conta as produções recentes que envolvem figuras de super-herois. Por enquanto Spider-man e Batman continuam a ser as melhores adaptações de BD para o cinema.
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terça-feira, dezembro 01, 2009
Angel's Bar, Carcavelos; concurso de bandas
No fim-de-semana anterior a este último, estive no Angel's Bar, em Carcavelos, para assistir a um concurso de bandas, onde actuariam os Kabala.
Foi uma noite divertida, com momentos "à lá" Ídolos e razoável música.
Infelizmente para os Kabala, não conseguiram mais que um terceiro lugar, o que os afastou da final, e em primeiro ficou uma banda algo interessante, com travo e atitude rock, hard-rock, qualquer rock: os Garra.
Nota final só para dizer que dos Kabala talvez saia a baixista Nini, razão pela qual eu tenho seguido esta banda - questões internas podem levar a este desfecho.
Um pequeno comentário às outras duas bandas que tocaram na mesma noite - os segundos classificados (não recordo o nome da banda) tinham (o juri disse-o) muito potencial, mas uma voz muito envergonhada, muito escondida por trás das guitarras quebrava o algum talento que manifestavam. A última banda a actuar (também não lembro o nome) eram um grupo de putos a imitar bandas de punk-rock todas ao mesmo tempo. Desinteressante, no mínimo.
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segunda-feira, novembro 16, 2009
Cabala
Na noite de Halloween desloquei-me à associação desportiva de Carnide para uma noite de música dedicada ao grunge.
Consigo apenas recordar a primeira e a segunda banda, os Cabala e os Negative Buzz, bandas que tiveram que esperar pelo fim do jogo do Benfica vs Braga que recolhia mais atenção.
Assisti ao sound-check dos Cabala, a banda que me levou ao espaço - era suposto encontrar-me com a baixista do grupo. Tive ainda oportunidade de trocar algumas impressões com o baterista da banda que conheci cá fora enquanto se fumava um cigarro antes da actuação.
Quanto ao concerto, e isto porque só fiquei até os Cabala terminarem, foi mediano, para não estar agora para aqui com considerações muito fortes sobre um género que sofre de um mal: as bandas grunge tornam-se sempre pequenos clones dos Nirvana. Em formato trio, com o vocalista/guitarrista a gritar como se possuído pelo próprio Kurt Cobain.
Como o espaço era um pequeno clube desportivo, tenho que comentar a fauna pituresca que se apresentava no local, ora pessoal mais jovem que estava lá pela música, ora velhotes mais centrados nos jogos de cartas, ora cães que não sei porquê percorriam a sala de um lado para o outro.
No final, e porque conheci a tal baixista, a Nini, é provável que os vá ver de novo no dia 26, mas desta vez em Carcavelos, num bar à beira-mar, enquadrados num concurso de bandas.
Enquanto isso, vou já sonhando com o dia 29 deste mês, dia de Muse ao vivo no Pavilhão Atlântico.
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Luxúria
Numa destas sexta-feiras organizou-se uma saída com amigos.
O nome do bar já não recordo, mas recordo a banda que entreteve a noite, uma das razões para estarmos naquele bar específico.
Os Luxúria eram a banda que animavam a noite, percorrendo um imaginário rock, para um público ora interessado e pouco disperso, ou ainda para aqueles que se centravam nas suas bebidas e conversas.
Dos AC/DC a Robert Palmer, com misturas de música típica e popular portuguesa, nota de humor, tiveram ainda oportunidade de tocar e cantar os parabéns a uma jovem presente.
Uma palavra ainda para o bar, um espaço simpático, com um ar acolhedor (apesar do tamanho) e uma zona "verde" cá fora, mas dentro do espaço do bar, onde se juntavam alguns fumadores, ávidos por mais uma "passa" no cigarro.
Ainda a banda - numa próxima oportunidade são uma opção a seguir, pela qualidade musical e o sentido de espectáculo, nem sempre considerado pelos grupos, quanto mais num projecto dedicado a covers.
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domingo, outubro 25, 2009
"Blizzard of Ozz"; Ozzy Osbourne
Hoje fui desenterrar um clássico do rock: Blizzard of Ozz, ou não fosse a cara do trabalho o famoso ex-vocalista dos Black-Sabbath, Ozzy Osbourne.
Embora Ozzy seja associado às sonoridades mais metaleiras, mais pesadas, este álbum foge mais para o hard-rock, embora que com alguns riffs cortantes, mais negros, nada habituais no som de bandas tais como os WhiteSnake, Van Halen, etc.
Lançado em 1980, Blizzard Of Ozz é um disco de clássicos, como o tema "Crazy Train", em baixo em vídeo.
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Ponto 7
Na noite de Quinta para Sexta estive num espaço na Ericeira, muito simpático, muito acolhedor. Trata-se do Ponto7, um pequeno bar onde se respira jazz e cheira a conversas, a cruzar de ideias e tudo num lume brando, afável.
Na noite em questão não tive oportunidade de assistir a nenhuma actuação musical. Estava o ambiente apenas colorido com a música de James Brown, peça central de uma sessão do VH1.
Espreitem a página oficial (cliquem na imagem para ver) e deliciem-se...
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terça-feira, outubro 20, 2009
Os Simpsons na Playboy
Assunto nunca aqui mencionado: gajas.
Pois a excepção justifica-se - o número de Novembro da revista Playboy contempla na capa e em entrevista Marge Simpson, a amarela mulher de Homer Simpson, da série de animação The Simpsons.
Com quase 20 anos de existência nas TV's portuguesas (já está no ar desde 1989 - ano em que entrei para a escola primária...), a bem humorada série transpõe-se para o universo das playmates e do nú artístico.
Embora já com enorme longevidade, os Simpsons mostram sinais de não abrandarem, mesmo depois de anos nos airplay de TV, de Kg de merchandising e uma bem sucedida adaptação ao cinema com The Movie.
Lugar ainda para dizer que o número de Novembro da Playboy não se limita a fazer a capa com a figura amarela - há uma entrevista à mulher do penteado que mais leis da gravidade desafia, de onde se destaca a pérola "o segredo de um casamento bem sucedido é nunca ir para a cama com fome".
A entrevista em : http://www.playboy.com/articles/marge-simpson-playboy-interview-and-pictorial/index.html
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sábado, outubro 17, 2009
Obama pop

Figuras pop: personalidades que gozam de algum prestígio, mas que nem sempre são consensuais.
O agraciamento de Barack Obama com o Nobel da paz revela a vontade de criar uma figura com ar de salvador, na esperança de alcançar um novo rumo para o nosso mundo, que parece andar um pouco à deriva.
É difícil fugir à tentação de esperar um elemento forte, à escala do globo, que ajude a "consertar" e resolver tudo.
Em portugal chamam-lhe mito do "sebastianismo", lá fora é Afro-americano e o líder do país mais poderoso do mundo.
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sábado, outubro 10, 2009
Linkin Park - Given Up
Não consigo deixar de gostar desta música dos Linkin Park - é que fico mesmo com vontade de partir tudo.
É ver e ouvir...
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Holly Throsby

Na última quarta-feira, se a memória não me atraiçoa, era dia de ensaio, pelo que a malta combinou um jantarzinho no sempre básico Centro Comercial Colombo.
A visita da praxe à Fnac, levou-nos à preparação de um pequeno concerto, ou apresentação, de holly throsby, uma menina-senhora que não conheço, mas sobre a qual pretendo conhecer mais.
Como havia ensaio, não dava para ficar e ver, o que foi uma pena.
Uma australiana, uma doce voz que nos embala, lápis de côr e de cera.
http://www.myspace.com/hollythrosby
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Fábio Teixeira

Desta vez venho para aqui armado em parvinho. Ou não.
Vejam esta página - http://www.fabioteixeira.com/ -, um espaço interessante da autoria de Fábio Teixeira, personagem que não conheço pessoalmente, mas que conheço algum trabalho via net.
Um admirável mundo novo de imagem, figuras... - paisagens ou cenários?
Fotografia.
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terça-feira, outubro 06, 2009
Dolce Vita
Estive no Shopping Dolce Vita, na Amadora.
Conclusão - grande, muito grande.
Entrei pela primeira vez numa loja do Starbucks e o mais curioso foi o facto de me perguntarem o primeiro nome. "Café para Zé" pediu o moço da caixa, à jovem que estava a servir os cafés. Bom café, também a apontar.
Entretanto, inaugurava uma loja nova de roupa, a New Yorker.
E não sendo eu seguidor de modas e novas tendências porquê destacar isto? Porque a abertura era marcada por um live act de um DJ e pelo espectáculo de entretenimento do João Manzarra, apresentador do recentemente estreado programa da SIC, os Ídolos.
O conceito do DJing nas lojas de roupa não é inédito, mas é sempre motivo de destaque. Aliás, acho que se devia explorar mais estes modelos. Como música nas estações de metro.
Já li e ouvi testemunhos de que é possivel assistir a grandes actuações nas estações de metro de alguns países estrangeiros e é uma pena que pelo nosso Portugal só haja pedintes.
Talvez seja um indicativo da cultura que temos no nosso país.
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Campanha Abraço

Tomei conhecimento desta campanha num programa de TV e achei a ideia interessante.
A Abraço está a reunir lixo informático (cabos) para angariar fundos para construir uma casa para crianças necessitadas. A ideia é extrair o cobre presente nos cabos e vender o mesmo.
Em baixo o vídeo da campanha.
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sábado, outubro 03, 2009
Within Temptation, Moospell, Maximo Park
Há pouco tempo descobri na Fnac um DVD e CD que achei muito interessante e que me fez recuperar algum apreço por uma banda - os Within Temptation.
As últimas coisas que vi por aí, pelas mãos e vozes da banda, desanimaram-me bastante e criaram-me uma enorme distância do grupo holandês, porque se estavam a tornar numa banda de "gente boazinha", fantasia para jovens adultos.
Neste trabalho, recentemente apresentado, os ambientes negros são recuperados muito graças à riqueza que a orquestra lhes conferiu, ambientes românticos, mas sem se renderem às facilidades da pop com cores metaleiras.
A soar cada vez menos a metal e cada vez mais a pop de guitarras cheias, a banda contraria essa tendência e lança um bom álbum, um bom concerto.
Moonspell
Também na Fnac, mas há mais tempo, descobri "o" DVD dos Moonspell, único registo neste formato da banda lusa, sobre o qual já li algumas coisas e tinha curiosidade de conhecer. Apesar de não conhecer a fundo a obra do grupo, gosto de saber o seu percurso. Com um som "fresco" dentro do metal em geral e do metal feito em Portugal em particular, têm também grandes prestações ao vivo - excelente atitude e já com uma legião de fãs, sobretudo na zona mais a leste da Europa, onde são presença assídua, quer em festivais ou em nome próprio.
Ouvi ontem pela primeira vez o mencionado DVD e fiquei bem impressionado. Há boas bandas e boa música em Portugal.
Maximo Park
Descobri estes há pouco tempo. Não sendo banda com material para marcar uma geração, associam-se a outros grupos da pop-indie/rock, como os Franz Ferdinand. É uma banda com alguns apontamentos interessantes, mas sendo numa postura descomprometida.
São britânico, formados em 2003 e já levam quatro álbuns na bagagem;
* A Certain Trigger (2005)
* Missing Songs (2006)
* Our Earthly Pleasure (2007)
* Quicken The Heart (2009)
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