segunda-feira, abril 09, 2012
BBC - The Little Prince Opera - 2003
quinta-feira, maio 06, 2010
"Desapareceu um carro dos bombeiros", Maj Sjowall, Per Wahloo
Policial bastante diferente do estilo a que me tenho habituado, em relação a este género.
Já estou mais habituado ao estilo inglês e belga (Maigret é francês, mas o autor é belga).
Menos ligado aos exercícios de lógica, esta história de autores suecos faz lembrar um qualquer thriller policial norte-americano; movimentado, com muita acção e tiroteios à mistura. E isto não é uma crítica.
A verdade é que, por não estar habituado a este estilo, eu já não sabia o que esperar do desenrolar da história e muito menos adivinhava o seu desfecho.
E, mais uma vez, sem querer levantar o véu em relação ao final, também este é comparável a um fim de um thriller norte-americano do cinema de Hollywood.
No final, apesar de não ter muita vontade de repetir a dose, o saldo é positivo.
Publicada por
Imaginário
à(s)
12:18
0
comentários
Etiquetas: Livros
quarta-feira, maio 05, 2010
"S. Frei Gil", Eça de Queirós
Um em três - em três contos do Eça de Queirós, este foi o mais apetecível.
Mais um livro que recomendo aos mais novos que queiram começar a ler alguma coisa de autores consagrados - e aos pais que tenham um bocadinho de vontade de se envolver na educação dos filhos e que não se queiram limitar a comprar livros da moda (sim de vampiros, essa recente praga).
História de aventura que anda muito próximo das histórias de capa e espada, não havendo no entanto, ao longo da história cenas muito declaradas de aventura ou acção.
De resto, pouco a acrescentar - a escrita sempre conseguida, cheia de descrições mas fluente do autor de "Os Maias".
Publicada por
Imaginário
à(s)
21:47
0
comentários
Etiquetas: Livros
sábado, maio 01, 2010
"Outros belos contos de Natal", vários autores
Obra dedicada à quadra natalícia, reúne alguns textos de autores diferentes, sempre numa abordagem humorística - aliás, o facto de no título se falar em "outros" contos de natal não é de todo inocente.
Assim, pode-se dizer, temos uma série de disparates relacionados com o Natal.
As histórias mais rebuscadas serão, talvez, as assinadas por Bruno Nogueira e Manuel João Vieira, sobretudo este último que envereda pelo seu estilo absurdo e burlesco.
Talvez possa parecer desenquadrado para esta altura do ano, mas a verdade é que a nota dominante é o humor e isso é muito conseguido, agora ou no Domingo de Páscoa.
Fazer humor é quando um homem quer, se me é permitido o cliché.
Publicada por
Imaginário
à(s)
14:55
0
comentários
Etiquetas: Livros
"Boca do Inferno", Ricardo Araújo Pereira
Compilação de textos da crónica semanal que Ricardo Araújo Pereira (RAP) assina na Visão.
Observações jocosas da actualidade, interessantes e divertidas; à data da sua edição (e ainda mais agora) perdido no tempo na medida em que, remetendo para a actualidade, aborda assuntos que já se passaram.
Ainda assim, muito válido e com muito sentido de humor.
Publicada por
Imaginário
à(s)
14:50
0
comentários
Etiquetas: Livros
quinta-feira, abril 29, 2010
"O nariz", Nikolai Gogol
Boa releitura de uma pequena obra que é um belo exercício do meu humor preferido, o "non-sense", o surreal, ou numa tradução literal do termo inglês, o "disparate".
Uma história que relata o estranho acordar de um homem que se vê sem nariz. Contar mais seria estragar o gozo de deixar o leitor ser surpreendido por estranhos acontecimentos.
Vale bem a pena.
Publicada por
Imaginário
à(s)
23:38
0
comentários
Etiquetas: Livros
"Adão e Eva no Paraíso", Eça de Queirós
O ponto forte de Eça de Queirós são as suas descrições riquíssimas, envolventes. Mas também a sua habilidade para a construção de personagens e a crítica mordaz, ironia e sarcasmo.
Sem enredo que se veja, "Adão e Eva no paraíso" parece um exercício de escrita, como se Eça procurasse desenvolver a sua estética descritiva.
Nem alusão à bíblia, nem sátira a Darwin, história quase infantil que acompanha Adão e Eva a descobrirem a natureza.
Num segundo capítulo, nova história. Título: "A Perfeição".
Ulisses longe da sua Ítaca, preso numa ilha de "perfeição". O mesmo registo da história anterior, mas mais enquadrado com a mitologia grega e um leve pendor filosófico, na medida em que Ulisses se recusa a viver em perfeição, num paraíso, sentido o apelo da fraqueza humana, do feio, do triste, do mau, como que apelando à noção do Ying/yang, a noção de que sem mal não há bem.
Publicada por
Imaginário
à(s)
23:32
0
comentários
Etiquetas: Livros
"Coca-cola Killer", Maestro Vitorino D'Almeida
Um talento para mim desconhecido do Maestro Vitorino de Almeida - a escrita.
Completamente surreal, veste esta forma de humor, que é a que mais aprecio e tanto mais faz sentido por ser a mão do Maestro a desenhar tão rebuscadas e inusitadas situações - porque é fácil associar este universo meio doido à alguma loucura que todos de uma maneira geral entendemos fazer parte de Vitorino.
O enredo gira em torno de um sujeito completamente movido pelos seus interesses pessoais, num período que vai do momento que antecede a revolução dos cravos e o pós-25 de Abril, sem deixar de misturar o personagem na revolta militar e popular, desenvolvendo, no entanto, um papel pouco claro.
Fazendo uma crítica de costumes, Vitorino D'Almeida levou um pouco mais longe a obra Queirosiana, actualizando-a, escrevendo numa linguagem menos formal e exagerando sempre o tom, transformando o humor mordaz de Eça em algo mais absurdo.
Existem, aliás, duas referências a Eça de Queirós - quando o autor coloca o protagonista a clamar por um Eça em cada esquina e, já no final da história, quase reproduzindo a cena do eléctrico que fecha os "Os Maias"; Carlos da Maia e João da Ega correndo atrás do "inglês", gritando, "ainda o apanhamos, ainda o apanhamos"...
Inusitado, mas repleto de boas descrições e cheio de humor.
Publicada por
Imaginário
à(s)
23:19
0
comentários
Etiquetas: Livros
"A sombra da Águia", Arturo Pérez-Reverte
Invasões napoleónicas; um grupo de espanhóis que, sob a bandeira de França e seu imperador, investe contra as tropas russas.
No entanto, não se trata de uma investida suicida, como aparenta ao imperador francês, e a todos quanto os observam. Tratava-se antes de uma tentativa desesperada de se render.
Mal interpretados por todos, incluindo pelos russos, este grupo de homens é considerado heróico porque acaba por aniquilar uma boa parte das tropas soviéticas e tem, de súbito, o apoio de uma força francesa que não se dispõe a ver este bravo pelotão ser arrasado...
Interessante escrita e muito divertido enredo, sobretudo porque podemos fazer um pequeno exercício, que é imaginar quantos episódios da nossa história não terão tido uma leitura de movimentação épica, quando por vezes o que moveu os intervenientes terão sido interesses bem mais simples e nem sempre tão nobres.
Publicada por
Imaginário
à(s)
23:09
0
comentários
Etiquetas: Livros
terça-feira, abril 27, 2010
"A hesitação de Maigret"
É importante começar este texto por dizer que o inspector Maigret é o meu inspector preferido da literatura policial, não necessariamente pelo personagem, mas pela narrativa que o autor (Georges Simenon) desenvolve em sua volta.
Sinto-me sempre muito envolvido na história, graças às ricas descrições de Simenon, retratos da vida parisiense em tempos idos. As longas esperas que o inspector enfrenta são sempre coloridas por petiscos e bebidas que parecem animar a muito vulgar existência do inspector francês.
No entanto, este será o pior enredo ou melhor, o pior desenvolvimento, desenlace, desfecho, de uma trama desta colecção. Censuro portanto este final que para mim, que não direi mal resolvido, me parece pouco claro e sobretudo pouco interessante ou satisfatório.
A história gira em torno de uma família e da perspectiva de um crime que se concretiza... e mais não adianto.
Publicada por
Imaginário
à(s)
12:34
0
comentários
Etiquetas: Livros
quinta-feira, abril 22, 2010
"O Senhor Ventura", Miguel Torga
Percurso de vida de um homem do interior do país, do Portugal rural, que parte numa jornada de aventuras, pelo mundo.
É no Oriente que acaba por se ver envolvido em amores por uma mulher, com quem casa e tem um filho. Regressa a casa, ao seu Alentejo, e é aí que o autor se reencontra com o seu sentimento telúrico, com a ligação à terra e à natureza, neste caso específico, às suas raízes.
É isto.
Gosto da escrita do Torga, acessível mas cheia de significado, parecendo-me no entanto que nada daquilo que constrói seja memorável. Li o "Bichos" e depois de ler este fico com uma certa frustração por me parecer que tão boa escrita merecia personagens e um enredo mais marcante. Tenho dificuldade em recordar a narrativa, os factos e as personagens desse primeiro que li deste autor e desconfio que o mesmo se vai passar com este "Senhor Ventura", perdido e levado na corrente da memória.
Segundo apurei, este livro costuma ser negligenciado quando se enumera a obra do autor, porque, como é explicado pelo próprio no prefácio desta edição, "O senhor Ventura" foi escrito durante a adolescência de Miguel Torga.
E eu diria, até, que este livro é ideal para jovens a entrar em idade adolescente que gostem de ler, que gostem de ler aventuras, mas que também queiram iniciar-se na leitura de autores consagrados. É um excelente exercício.
Publicada por
Imaginário
à(s)
00:02
0
comentários
Etiquetas: Livros

