Este filme é uma prequela do filme Código Da Vinci, inspirado no romance com o mesmo nome, escrito por Dan Brown.
O simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado a colaborar na investigação da morte de um investigador num centro de pesquisa Suíça.
Ao conseguir decifrar na marca deixada no peito do físico a assinatura dos Illuminati, uma sociedade secreta julgada extinta há quatrocentos anos e que tem como objectivo destruir a Igreja Católica, Langdon e a investigadora Vittoria Vetra (Aylet Zurer), filha do físico assassinado, são levados para a Cidade do Vaticano, para tentar resolver o mistério.
Crueldade e violência são mostradas da forma mais chocante possível e o mistério e a sucessiva descodificação das pistas criam um suspense permanente até ao final.
Não fiquei particularmente impressionado com o filme; o desenvolvimento da trama é bom, porque tem mistério e intriga, mas o desfecho, apesar de representar uma reviravolta, não tem a mesma carga dramática que o resto do filme tem.
No entanto, talvez porque vi o filme em duas sessões diferentes, tenha havido uma quebra na minha atenção ao filme, talvez tenha ficado distanciado da intriga, que durante o filme é tecida à nossa volta, como uma teia.
O poderoso Império Romano é ameaçado por exércitos estrangeiros. Oreste assiste à coroação do seu filho, Rómulo Augusto, com apenas doze anos, mas o jovem é alvo de inúmeras ameaças. Rómulo acaba por ser capturado pelos bárbaros. O filme é tão bom, que tive que reler a sinopse, porque já me lembrava da história.
O resto, a aventura, é a busca e missão de salvamento montada por Aurélio, o guarda pessoal do jovem raptado.
Para além de ser um filme básico de aventuras, só me lembro pensar que o Colin Firth não foi nada talhado para fazer de heroi de capa e espada.
Deve ter sido um daqueles domingos... A Última Legião Título original: The Last Legion De: Doug Lefler Com: Colin Firth, Ben Kingsley, Aishwarya Rai, Peter Mullan, Kevin McKidd Género: Acção, Aventura, Guerra Classificacao: M/12
De casamento marcado para daí a dois dias, Doug Billings decide despedir-se da sua vida de solteiro nas loucas noites de Las Vegas com os seus três melhores amigos. Depois de uma noite, durante a qual tudo parece ter acontecido, acordam na manhã seguinte sem qualquer recordação... é preciso acrescentar mais? É.
Este filme corre na categoria de comédia parva, como o American Pie, ou o Roadtrip, mas consegue ser muito melhor. Não cai em lugares comuns e tem no elemento surpresa o seu grande trunfo. Não é fácil adivinhar a cena seguinte, quanto mais o final da história.
Vale sobretudo pelo inesperado e inusitado das situações que vão surgindo, deixando por vezes o espectador sem fôlego, numa mistura explosiva de comédia e susto, adrenalina. Se calhar também é melhor que os outros que mencionei, porque não mete problemas intestinais, sexo e arrotos. Não. Há humor, sem ser preciso recorrer a esse tipo de humor.
Acho que não me lembro de ter alguma vez visto um filme que misturasse humor e suspense. Normalmente, este associa-se ao terror.
Ah, isto porque o filme gira não em torno da noite em que se perdem de bêbados, mas no dia seguinte, quando tentam lembrar o que aconteceu, de como é que estão num quarto de hotel com um bebé, de como lá foi parar um tigre da selva e de como perderam o noivo.
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Este filme foi comercializado em 2005, mas só o vi há umas semanas atrás. Uma comédia encabeçada pelo norte-americano John Malkovich e realizada por Brian W. Cook, conta a história de um homem que se fez passar por Stanley Kubrick. Usando a sua credibilidade aos olhos de todos os queriam conhecer o realizador, este impostor lucrava com a aparente ingenuidade de todos os que se atravessavam no seu caminho. Quer fosse para conseguir sexo, comida, dinheiro, ou estadias em hotéis de luxo, tudo era conseguido com a simples menção do nome Stanley Kubric.
No entanto, o curioso é que esta história baseia-se no facto verídico de efectivamente alguém se ter feito passar pelo realizador inglês - mais bizarro é que nem no filme, ou na vida real, o charlatão não tinha qualquer semelhança física com o Kubrick.
Destaque ainda para a grande representação de Malkovich e concluo que todo o filme é muito bom, embora tenha momentos em que a própria trama se confude, confundido-nos a nós, espectadores.
De qualquer forma, é um excelente exercício daquilo que é a forma das pessoas lidarem com a fama, embora neste caso o realizador só explore a relação do indivíduo com a fama dos outros. A percepção que fica da inocência a que alguém se remete quando ouve um nome famoso e age absolutamente condicionado por isso é fantástica e muito bem explorada neste filme.
Além disso acho há muito tempo que se exigia um filme com um título apelativo!
Num destes fins-de-semana que passou, vi um pouquinho da Recriação Histórica que todos os anos levam a cabo a autarquia e população de mafra. Eu só espreitei a representação na zona da entrada e do claustro, embora com pena, porque realmente há uma grande dedicação e vontade neste projecto. Está tudo muito bem representado, pelo menos ao olhar de quem não é entendido na matéria histórica.
Não tirei fotografias, nem tenho muito a acrescentar, pelo pouco que vi. Posso lembrar que há uns dois anos assisti à representação no Jardim do Cerco e que gostei muito. Vivia-se o séc. XIX num fim de semana dos dias de hoje. É muito importante conhecermos a nossa história e estas iniciativas são óptimas para os mais novos, mas também para os mais velhos, porque não é uma iniciativa a pensar na juventude, antes na História e na cultura do nosso país.
Este filme é daqueles de que não gosto muito de falar. Sinto que não tenho opinião bem formada a respeito do mesmo e fico cheio de dúvidas sobre se era bom, se era mau, se gostei ou não.
Realizado por Wes Anderson, parece ter bons ingredientes para o sucesso, mas fiquei com ideia de que falta alguma coisa ali para ser uma obra prima.
A história gira em torno de três irmãos com uma relação conturbada entre si e que já não se falavam há um ano. Mas um dos irmãos, o personagem protagonizado por Owen Wilson, convence os outros dois, depois de ter um acidente de viação, a ver a vida de outra forma e a reatarem a relação que deveria existir entre eles. Inicia então, com os seus irmãos, uma viagem de descoberta pela Índia, como o próprio pretendia fazer-los querer.
Como se trata de uma comédia "vai de" acontecer uma série de peripécias, bem ao jeito de um daqueles filmes do "Com jeito vai...". Acabam abandonados no deserto depois de uma série de problemas que acontecem no comboio, o que fez mudar radicalmente os planos de todos.
Ou seja, tem todos os elementos para ser um bom filme, mesmo para quem não aprecie comédias, porque não é muito óbvio, mas ficou à quem das expectativas deixando-me a mim com sabor a pouco.
Ainda de destacar a presença de Bill Murray entre o elenco, que só aparece no início e no final do filme, o que também deixou água na boca. Teria sido interessante ter participado mais ao longo do filme, se bem que isso concerteza implicaria mudar bastante o guião, já que se pretendia uma viagem a três (os irmãos).
Elenco: Owen Wilson, Adrien Brody, Jason Schwartzman, Bill Murray, Anjelica Huston, Natalie Portman.
Para quem não sabe o que é o Friends, uma dica: vão ver os episódios de tudo quanto for temporada (e são 10!) que conseguirem apanhar, porque vale bem o tempo dispendido a ver e a ouvir o grupo de amigos mais famoso e divertido de sempre.
Agora que já dei a entender que sou um grande fã desta série de TV, vou explicar melhor do que se trata.
Trata-se uma sitcom norte-americana sobre um grupo de seis amigos que vivem em Nova Iorque. Eles são Monica Geller, Ross Geller, Chandler Bing, Phoebe Buffay, Rachel Green e Joey Tribianni. Todos apresentam grandes diferenças entre si e aquilo que os une é uma forte amizade, como se fossem todos irmãos. Nem sempre de acordo uns com os outros, a verdade é que no fim a amizade sobrepõe-se a tudo, ou não se chama-se a série "friends". Criada por David Crane e Marta Kauffman, o programa já foi transmitido em dezenas de países e todas as vezes que repetem os episódios continuam a ter óptimas audiências.
A propósito do último post, um pequeno apontamento sobre o livro "1984".
Esta obra de Orwell conta a história de um funcionário do Ministério da Verdade da Oceania e de como ele põe de lado a indiferença perante a sociedade totalitária em que vive e se revolta. Incentivado pelo amor por Júlia e também por O´Brien, um membro do Partido Interno, ele acaba mesmo por se revoltar e acaba por descobrir que a própria revolta é fomentada pelo partido no Poder.
Foi com este obra que nasceu o conceito "Big Brother", não como programa televisivo, mas como "programa político", como forma de controlar as massas.
1984 é uma metáfora, sobre o poder e as sociedades modernas, e foi escrito com grande urgência, por um lado porque o escritor lutava contra a tuberculose, mas também porque ele queria terminar a obra a tempo, para alertar todas as gerações para o perigo que corriam. Sendo um dos primeiros simpatizantes da esquerda, percebeu o risco que corríamos ao deixarmos o Totalitarismo chegar ao poder.
Mal desconfiava Orwell que tudo seria piorado e melhorado com o surgimento de novas tecnologias e com o melhor desenvolvimento intelectual das pessoas (embora isto não seja de todo tão certo como uma fórmula matemática) - o facto de haver maior acesso à informação não melhora os julgamentos das pessoas. O acesso à informação foi democratizado, mas a forma como a usamos pode não ser a melhor.
Ainda falta muito tempo, mas eu já tenho entrada garantida - a 29 de Novembro estarei no Pavilhão Atlântico para assistir ao concerto dos Muse e à provável apresentação do novo álbum.
Depois do "vício" que foi andar a ouvir repetidamente o HAARP (o DVD que os Muse lançaram com a actuação em Wembley), resta esperar que a data chegue. Até lá, posso sempre ir ouvindo o single que já vai rodando por vários sítios, quer seja na rádio ou na internet.
Novo álbum inspirado em "1984", de George Orwell
O vocalista Matt Bellamy revelou que o novo trabalho foi inspirado na obra de Orwell, livro que terá lido na escola, por obrigação, mas que veio a pegar mais tarde, atraído pela história de amor descrita na obra.
O novo trabalho chama-se "The Resistance", é o quinto álbum da banda e sai para os mercados a 14 de Setembro.
Foi já no longínquo dia 20 de Junho, às 22h00, que assisti no Castelo de São Jorge ao concerto dos Deolinda.
O espectáculo estava inserido na Festa do Fado e neste concerto, para além dos Deolinda, podíamos ouvir também a voz da Cristina Branco, em dueto com a Ana Bacalhau, ou a solo.
Estava uma noite de verão espectacular e havia muita gente a assistir, sinal da boa aceitação que o fado tem neste momento entre as camadas mais jovens e de como o fado vive um momento muito saudável.
Continuo a achar que não está directamente relacionado com algum tipo de inovação que os novos intérpretes tenham trazido para o fado, mas antes com o facto de serem pessoas novas a interpretá-lo, com uma postura mais descontraída, ou pelo simples facto de o público mais jovem se rever naqueles rostos, nas vozes, por se sentirem mais próximos e com mais em comum.
Quanto ao concerto, propriamente dito, começou com as canções Mal por mal, Fado Toninho e Não sei falar de amor, temas do álbum de estreia dos Deolinda.
A banda encontra na Ana Bacalhau um poderoso argumento ao vivo, não só pela voz, mas também pela relação que ela estabelece com o público, contagiando-o com uma forte energia e boa disposição - nem o facto de os pavões residentes no castelo se manifestarem por vezes a meio das canções a fez tremer.
A entrada de Cristina Branco foi apresentada como “uma das mais belas vozes do fado actual” e veio trazer um pouco mais de “fado” à noite, com um leve tom de nostalgia com a música “Lisboa não é a cidade perfeita”.
Todos os temas tiveram sempre um interlúdio, um pequeno enquadramento “estórico”, como que estando a vocalista a contar estórias para adormecer, pela doçura e delicadeza com que a vocalista dos Deolinda nos transmite os significados daquilo que canta.
Ainda houve lugar a duetos, como em “Margarida”, poema de Álvaro de Campos, com as vozes das duas vocalistas a nem sempre encaixarem muito bem, mas a resultar naquilo que se pretendia – um ambiente festivo e descontraído.
No final, quando o público pedia mais, os Deolinda regressaram ao palco para repetir alguns temas, porque a verdade é que a banda ainda só tem um trabalho editado. Se calhar já era altura de pensar num novo trabalho e perceber se são mais um fenómeno condenado ao esquecimento, ou se vão por cá andar muitos anos.
Seja como for, é bom ver a música portuguesa a salvar-se a si mesma, sem ser preciso impingir as tais cotas nas rádios, que estabelecem mínimos de música nacional a rodar no airplay. E isto apesar de, pelo menos na minha humilde opinião, bandas como os Deolinda , ou num espectro mais rock, os Pontos Negros e outros que tais, tenham beneficiado muito da exposição na Antena 3, rádio que tem estado muito associada ao lançamento e promoção de bandas nacionais. Se calhar também porque tem procurado grupos novos e artistas, não se fixando no tradicional cancioneiro que afastava os ouvintes da música que por cá se faz.
Isto tudo para dizer, também, que no estrageiro já não somos só a Amália Rodrigues. Temos muita gente a levar o nome do nosso país, apesar de alguns não terem tanto feed-back junto do nosso país como por exemplo a Mariza, que tem sido apontada como sucessora da Amália, provavelmente até pela projecção que tem tido lá fora. Bandas como os Moonspell, Deolinda, X-Wife, Legendary Tiger Man, etc, têm tido uma boa exposição junto dos públicos estrangeiros. No caso da Cristina Branco, por exemplo, ela tem muito público na Holanda, onde se calhar até goza mais prestígio que dentro do seu próprio país.
Por tudo isto e mais alguma coisa, fico feliz por ter assistido a este concerto, naquela bela noite de verão e mais fico por ver a música portuguesa a ganhar um grande fôlego e a sair da zona de segurança a que sempre fomos remetidos. Temos muitos e novos projectos, que só precisam que seja dada a oportunidade de tocar e promoverem-se a si próprios, pela sua qualidade.
Alinhamento
1. Mal por mal
2. Fado Toninho
3. Não sei falar de amor
4. Contado ninguém acredita
5. Lisboa não é a cidade perfeita (Cristina Branco)
6. Fado mal passado (letra de Júlio Pomar e música de António Vitorino d’Almeida)
7. Quando janto em restaurantes
8. Fon fon fon
9. Eu tenho um melro
10. Ai rapaz
11. Canção ao lado
12. Entre Alvalade e as Portas de Benfica
13. Margarida (Ana Bacalhau + Cristina Branco)
14. Sete pedaços de vento (Ana Bacalhau + Cristina Branco)
Hoje vinha de regresso para casa e ocorreu-me que nem sempre as datas de aniversário foram celebradas e fiquei com curiosidade em saber quando se iniciaram este tipo de comemorações, porque me parece por um lado haver uma espécie de generalização nesta matéria, mas por certo terá sido uma cultura específica a iniciar estas festividades.
Fui então à já muito requisitada wikipedia e encontrei este interessante texto sobre a origem do Aniversário.
Origem da Comemoração
Os vários costumes de celebração de aniversários natalícios das pessoas hoje em dia têm uma longa história. Suas origens acham-se no domínio da mágica e da religião. Os costumes de dar parabéns, dar presentes e de celebração - com o requinte de velas acesas - nos tempos antigos eram para proteger o aniversariante de demônios e garantir segurança no ano vindouro. Até o quarto século, o cristianismo rejeitava a celebração de aniversário natalício como costume pagão.
Os gregos criam que cada um tinha um espírito protetor ou gênio inspirador que assistia seu nascimento e vigiava sobre ele em vida. Este espírito tinha uma relação mística com o deus em cujo aniversário natalício o indivíduo nascia. Os romanos também endossavam essa idéia. O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos. Bolos de mel redondos como a lua e iluminados com velas eram colocados nos altares do templo de Ártemis. As velas de aniversário, na crença popular são dotadas de magia especial para atender pedidos. Acreditava-se também que as saudações natalícias tinham poder para o bem ou para o mal, porque a pessoa neste dia supostamente estava perto do mundo espiritual.
Eu fiz anos há pouco tempo - e a minha querida mulherzinha ofereceu-me uma das melhores prendas que já recebi nos últimos tempos, bilhetes para ver o Varekai, espectáculo do grupo Cirque de Soleil. Posso dizer, e falámos sobre isto no regresso para casa, que pela primeira vez na minha vida não foi só expressão a expressão "ficar de boca aberta", porque fiquei.
É absolutamente fantástico e um dos melhores espectáculos a que se pode aspirar assistir. É desde o início um sonho flutuante, em que a cor nos inunda os sentidos criando a sensação de um cheiro a magia...
Nada parece ser deixado ao acaso no mundo Cirque de Soleil, porque mesmo as personagens que já não estão em cena não desmancham o "boneco". Para além de mágico, profissionalismo é regra.
Foram duas horas e meia de circo, não dei por isso.
Vale apena ver esta pequena amostra tirada do Youtube, se bem que não se compara nem de perto nem de longe a estar lá a assistir.
Este tema tem feito parte dos meus dias. Acompanha-me na viagem até Lisboa, para o trabalho e toco-o com os meus amigos, nós, que queremos ter uma banda chamada Amnésia.
Tem qualquer coisa de esperança. Tem qualquer coisa de apaziguador.
Às vezes pergunto-me qual será a sensação de adormecer em paz. Fechar a luz e dormir sem ser atormentado pelos fantasmas que vagueiam neste navio coberto de lodo, preso na maré baixa.
É aos uivos de chicote que muitas vezes se doma a mente perdida por merdinhas ou lá o raio, que por vezes só queria estar quieto. Dizer "até amanhã, que agora vou dormir". Mas isso não existe, porque o tempo urge e eu quero estar acordado (para o ver passar).
Às vezes sonho com um gigante relógio na minha sala, para eu puder apreciar os esplendor do tempo. Vê-lo passar, como só ele sabe fazer. Comparem-no ao espaço; é claro que o espaço é impressionante e nos arrebata, como quando chegamos a um sitio enorme, que nos esmaga pelo tamanho, pela imensidão. Mas o tempo é minucioso e comanda tudo. É ele que no leva do hoje para amanhã!
Mas não confundir - é a saudade que nos leva ao passado, é o sonho que nos leva ao futuro. O tempo só nos leva para a página seguinte.
Por fim, concluo: tenho sono e devo ir descansar, assim o cansaço me vença.
E enfim, vi o Control - o biopic sobre o vocalista dos Joy Division, Ian Curtis. Baseado no livro Touching From a Distance, escrito por Deborah Curtis, viúva de Ian, o filme gira em torno da existência do músico até à data da sua morte.
Reflectindo um pouco sobre o filme, é a perfeita fotografia animada, mas fixa na essência do protagonista; depressivo, fechado, melancólico e nostalgico, como que a querer a cristalização do tempo que foge ao seu controle, o acaso que é a existência - imprevisível. É também uma foto animada, cinzenta, como se o realizador, Anton Corbijn, cedesse à tentação de dar vida ao seu habitual retrato preto e branco.
Mais do que uma descrição sobre as loucuras e vivências de uma banda em tournê e em puro crescimento, a história centra-se na ambiguidade que sempre caracterizou Ian e na destruição do seu casamento (ou não fosse o filme baseado no relato de Deborah sobre o cantor...), devido à sua doença e ao relacionamento extra-conjugal com a jornalista belga Annik, de quem não conseguia abdicar. Os ataques epilépticos eram a âncora que arrastavam Ian Curtis para a vulnaberidade, para um estado de nudez. De acordo com as críticas que li, parte do sucesso da história deve-se ao grande desempenho do actor principal, Sam Riley, e confirmam-se - Sam capta na perfeição a imagem de descontro-lo que se instala na mente do jovem músico e transmite-nos o medo num olhar ora vazio, ora assustado, os estados que sempre acompanharam a existência do falecido mas nunca esquecido, Ian Curtis.
O tempo tem faltado - vou suspirando porque tenho visto muito que devia tomar lugar aqui. Hoje olhei para o calendário e apercebi-me que já estão quase dois meses passados desde o último post.
A única forma de emendar isso, é recuperar o ritmo, voltar a escrever.
A lista de filmes já vistos entretanto é grande, estando ainda na memória o Batman - O Cavaleiro das Trevas, O Casamento da Rachel e um dos melhores filmes que vi nos últimos anos: Milk, uma história que teima em ser descrita Gay, mas que não devia ser olhado como uma longa-metragem exótica, antes como um novo olhar sobre uma coisa que deve ser encarada com a naturalidade implícita no filme. Se já me agradava a forma como era encarada a homosexualidade na série Sete Palmos de Terra, em Milk há amor e sexo, à margem de qualquer sentimento de descriminação - há naturalidade.
A história é óptima e melhor é o desempenho do protagonista Sean Penn, que mimetiza na perfeição Harvey Milk.
Num universo substâncialmente diferente, está Marley and Me; um filme que tinha tudo para ser só mais um daqueles títulos domingueiros, intervalado com idas à rua para comprar pão e café, mas consegue transformar-se numa história interessante, a partir do momento em que transcende a simples história "com cão".
À premissa de filme sobre um cão, junta-se uma grande dose de realidade, sobre um cão que é diferente dos outros apenas por pertencer aos protagonistas (porque o nosso cão é sempre especial, mais inteligente e, frequentemente, só lhe falta falar...) e sobre uma família que atravessa problemas e crises comuns. A dificuldade de conjugar os objectivos individuais com as necessidades do agregado, a dificuldade de criar crianças e ter uma vida profissional, as insatisfações e mudanças de planos... o dia-a-dia.
Para concluir, a nova série que tem habitado o leitor de DVD´s cá de casa, durante os últimos tempos: How I Met Your Mother. É a história de um tipo (Ted Mosby) que conta, num futuro algo distante, aos seus filhos a história de como conheceu a mãe deles. No entanto, nunca chega a esse momento e dispersa-se em episódios da sua juventude, com o seu grupo de amigos. Diversão e gags divertidos.
E muito mais vi, muito mais li, muito mais ouvi, muito mais há para conhecer...
Recordo-me de ir ver os Arctic Monkeys ao Coliseu de Lisboa e ler nos dias seguintes, com entusiasmo, que com certeza a banda britânica já tinha conquistado o público português. Ainda mais certo era que Alex Turner, vocalista e guitarrista do grupo, ficaria por muitos e bons anos ligado à indústria da música, para lá da existência da banda.
Pouco tempo depois descobri este projecto paralelo. Muito bom.
Arrojado, pela forma como vai buscar elementos clássicos da música, fugindo à pop e, acima de tudo, àquilo que se conhece dos projectos mais rockeiros da dupla de músicos.
Este é um dos meus favoritos de ultimamente - tem passado na rádio com frequência e é bastante viciante.
E porque estão na berra, estão aí, a Blitz dedicou-lhes espaço no número deste mês e entrevistou-os. Os rapazes gostam de pechinchas e de se divertir com aquilo de que mais gostam: a música.
Para eles a festa não é no backstage, depois do concerto. É em palco que estão a bem, é lá a animação.
Uma curiosidade da entrevista foi a sessão fotografica ter decorrido num hiper-mercado Lidl, onde, dizem, encontram pechinchas e muita côr, um ambiente colorido.
Há dias lembraram-me deste tema, muito bom e que ganha nova vida nesta versão acústica. Aliás, a conversa original aludia a esta visão que se pode dar a um tema sem o deixar morrer, só porque se tiram os instrumentos eléctricos. Há uma grande honestidade em fazer música assim, em interpretar temas neste formato.
Este "You should never...", por exemplo, fica com uma beleza arrepiante em formato acústico.
Ultimamente, cerca das 20h40 da noite, hora de jantar, é hora de ver o "Dois homens e meio", série cómica sobre dois homens solteiros e o filho de um deles.
Charlie Sheen protagoniza esta série juntamente com Jon Cryer e Angus T. Jones. Sheen faz de solteirão endinheirado, com tudo o que isso representa no universo "hollywoodesco", enquanto Cryer é o irmão divorciado que se muda lá para casa juntamente com o seu filho Jake (Angus T. Bones).
Embora nas sinopses que li sobre a série se fale em "amor pela criança" e "objectivo comum: criar Jake", a verdade é que se trata mais de um adequar às circunstâncias de um divórcio indesejado. Mas tudo é contornado nesta união dos três personagens (os dois homens e meio), que partilham experiências entre si, já que se encontram em fases diferentes das suas vidas e manifestam gosto distintos.
O humor não é particularmente refinado, nem o estilo é inovador. É uma comédia ligeira, sem grandes apontamentos à escrita, nem ao desempenho dos actores.
A título de curiosidade, acrescentar que Jon Cryer foi um dos candidatos favoritos ao papel de Chandler Bing, personagem DA série, a muito apreciada cá por casa, "Friends".
Desconhecia esta práctica: empresas que para além de terem máquinas automáticas de café, de comida, ou "fontes" de água mineral para uso dos empregados a custo zero (ou baixo custo), põe à disposição do pessoal caixotes de fruta.
No sítio novo onde estou a trabalhar este conceito já é aplicado, embora em pequena escala.
Porque achei a ideia interessante, e já tinha reparado na marca impressa nos caixotes da fruta, fui pesquisar na internet que empresa é esta, a Fruit@work.
A ideia é divertida e acompanha uma série de novas medidas que as empresas começam a desenvolver, como sejam creches para os funcionários deixarem os filhos (e as vantagens aqui são óbvias), ginásios com condições especiais, lições de línguas gratuitas (no caso da minha empresa já existem e há a possibilidade de as frequentar à hora de almoço), etc.
Independentemente de qualquer discussão que se possa aqui começar (devido ao número de horas que passamos nos escritórios) a verdade é que bom saber que as empresas tentam equilibrar o ambiente no local de trabalho com medidas inovadoras e potenciadoras de maior satisfação dos trabalhadores.
Esquecendo por instantes a crise, os baixos ordenados e despedimentos, interessem-se pela conceito fruit@work e espreitem o site da empresa em: http://www.fruitatwork.pt/. Nada melhor para perceber e conhecer melhor.
Este é um dos álbuns para ouvir amanhã na viagem até Lisboa.
New Max pertence(u) aos Expensive Soul e lança-se a solo com este álbum, disponibilizado na internet para download gratuito em http://www.phalasolo.com/.
Ainda só ouvi o tema single, "América Eléctrica", que tem passado com muita insistência na Antena 3.
Ouvi hoje na televisão este tema, interpretado por esta dupla brasileira. Já estive entretanto a ver no youtube outras versões da música, que ainda não percebi se é um original do Chico Buarque. De qualquer modo, gostei acima de tudo da forma como o baixo acompanha a voz. É uma visão diferente desta música, especificamente, ou da música em geral.
Para além destes vídeos do Youtube, é interessante ver a página do myspace da banda (http://www.myspace.com/couplecoffee), que honestamente conheço mal, mas estou interessado em saber mais.
Julie Delpy escreveu, realizou e protagonizou esta história, um filme de categoria B, sobre a fragilidade das relações e de como são permeáveis a crises, partindo do princípio de que vale mais dizer a verdade, por mais amarga que seja, do que ser confrontado com as situações mais tarde, quando já tudo soa a mentira.
Apesar de parecer, pela descrição inicial, um drama, trata-se de uma comédia romântica, muito distante daquelas histórias ligeiras e sensaboronas em que sabemos de ante-mão que no final o rapaz fica com a rapariga e que tudo acaba em bem. Este casal vê-se confrontado com o desconhecimento que ambos têm um do outro, quando vão dos EUA para Paris (terra-natal de Marion) e Jack começa a ver a sua namorada com outros olhos e a debater-se com este "nova pessoa" que ele não conhece e com que não sabe lidar.
As discussões sucedem-se umas atrás das outras e entre os pequenos "gags" que vão surgindo, fica a dúvida se haverá solução para este casal.
A fotografia dá ares de documentário, o que favorece o filme, quanto a mim, que acho que juntamente com os outros condimentos faz deste filme uma comédia romântica "sui generis".
Divertido e emotivo, uma história engraçada para ver a dois.
Antes de mais, fazer o apontamento que me faz não começar o texto por dizer que o filme é espectacular: o final é bom, mas acho que esperava um final mais dramático.
Posto isto, adiante; a história gira em torno do correio de droga proveniente da América do Sul, mais concretamente da Colômbia. Seguimos a história de Maria, uma jovem de 17 anos que vive na miséria, numa vila do interior do país, numa casa pequena e que sustenta a sua família com o ordenado que ganha a tirar espinhos de rosas para exportação. A situação agrava-se (e um cliché é sempre um cliché, mesmo quando se gosta de um filme...) quando Maria engravida do seu namorado.
Com um futuro pouco risonho, decide agitar o marasmo juntando-se a outras "mulas" (como lhes chamam), que têm por missão entrar nos EUA com elevadas doses de droga no estomâgo, missão de grande risco porque o menor contacto da substância com o organismo e é morte certa. Cedendo ao apelo do dinheiro, a jovem acaba por se ver envolvida em algo muito maior do que ela supunha, desde as situações que decorrem durante a viagem aos sentimentos que vão surgindo à medida que se afasta do seu lar e da sua terra natal.
Talvez até resida aí a lógica do final da história. Se calhar porque eu não vi o "bright side" da situação, não percebi o final, que, tal qual a minha cara metade deprendeu e sugeriu, remete para a esperança e para a necessidade de se ver o lado positivo das coisas, extrair algo de bom de tudo o que acontece.
Se calhar só assim, esta Maria pode ser uma Maria cheia de graça.
Ouvi há dias na rádio, no programa Terra à Vista, de Raquel Bulha (Antena 3), uma notícia que dava conta de uma fábrica de Famalicão que estava a usar a fibra resultante da reciclagem de garrafas de plástico para produzir cobertores.
O projecto ainda está em fase de produção experimental e a empresa está a enviar amostras para tentar conseguir a melhor proposta de venda dos direitos exclusivos.
Uma das curiosidades do produto, é ser apresentado dentro de um garrafão, também reciclado, imitando os normais garrafões de água.
Entretanto, de acordo com o que vi na página online brasileira "Portal aprendiz", a ideia já está a ser explorada no Brasil.
De acordo com o site, o aluno Luiz Martins, do Colégio da Polícia Miliar Ayrton Senna, de Goiânia, desenvolveu um projecto no qual se formou um cobertor a partir de "tiras retiradas de sacos de plásticos".
"Além dessas vantagens, o cobertor custou cerca de R$ 7, enquanto que um edredom de qualidade custa de R$ 30 a R$ 40", termina a peça.
Seja como for, a ideia é boa para ser explorada já que é uma boa forma de dar uso ao lixo que produzimos. Material reciclado e energias renováveis - é este o futuro.
"Diabos me levem se devolvo o filme sem o ver todo!", decidi há dias, sobre este filme que me emprestaram há pouco tempo e que eu insistia em não acabar.
O que vemos nesta história é o Hugh Grant a fazer de Hugh Grant a fazer de trintão londrino, rico e irresponsável (não, a repetição não é uma gralha). A vida dele é escolher roupa, conduzir o seu carro desportivo e engatar mulheres.
No entanto, as suas rotinas mudam quando conhece uma criança de 12 anos, cujo lar é afectado por problemas psicológicos da sua mãe, que por sua vez tenta o suícidio. O rapaz não tem pai e sofre as dores da sua progenitora, vendo na relação com Grant uma saída para contornar os seus problemas.
Inicialmente, ainda achei que fosse gostar do filme, porque a história tinha alguns condimentos para se tornar interessante. Só que não é, não se torna. De facto, Hugh Grant é um actor que não aprecio e estas comédias ligeiras de domingo à tarde começam a tornar-se demasiado enfadonhas para eu conseguir dar alguma atenção. Acho até que só por pura teimosia consigo resistir à tentação de não acabar de os ver.
Tenho também que confessar que tinha alguma esperança que o final me surpreendesse, porque apesar de tudo a história tem um qualquer elemento exótico que faz acreditar num desenvolvimento diferente do mais que previsível desfecho perfeito. Puro engano.
Agora, termino o texto a considerar rever o Quatro casamentos e um funeral, para desempatar "a coisa" e para ver se é possível recuperar algum crédito a Hugh Grant. É que já não me lembro da história, mas guardo a imagem de um bom filme.
Hoje dei comigo a ler mais uma "não" notícia num dos jornais que por cá se lêem - por sinal um gratuito, que por muito que se debata, não têm menos responsabilidades que os outros.
A notícia era, então, sobre um assalto ao Tozé Martinho, personagem que para a miudagem de hoje (e incluo-me nesse lote) não passa de um nome desconhecido - incluo-me no lote, mas eu sei quem é.
Ao ler que o bom velho Tozé tinha sido assaltado imaginei-o vítima de car-jacking ou assalto à mão armada. Mas não. Afinal o actor estava descansado num clube, no Monsanto, enquanto o seu veículo era furtado, não sofrendo mais que um vidro partido devido a uma pasta que se encontrava no seu interior.
Julguei eu que o ridículo ficasse por ali. Engano meu. O jornalista que "sacou" este "furo", este pequeno apontamento jornalístico, conseguiu ainda acrescentar que uma vez que Tozé Martinho se vai ver sem viatura por uns dias, deslocar-se-á durante este período num Smart.
Acho que a economia melhorou depois de todas estas revelações e sabe-se que Obama já tomou estes factos em consideração no seu plano de recuperação da economia mundial.
A minha sugestão é a seguinte: no final do dia, depois do trabalho, depois de deitar os filhos ou lá o que for, chame a sua/seu cara metade para junto de si, vejam este vídeo e...
A verdade é que se brinca muito com as tendências country do James Hetfield, mas por mim ele pode criar um projecto paralelo de Wiskey-Rock, que ninguém lhe leva a mal.
Hoje fui a Lisboa tratar de alguns assuntos pendentes.
No regresso, dirigi-me à bilheteira da empresa de transportes que se pode ler no "boneco" em anexo. Depois de 15 min de espera, a ver a pessoa à minha frente torcer-se toda porque eles não encontravam um papel qualquer que deviam entregar, fui atendido - pedi um bilhete para Mafra. E não é que não vendem bilhetes na bilheteira? Uma bilheteira que não vende bilhetes serve para quê?
Enquanto fazia tempo para o autocarro, fui dar um pequeno passeio pelo Campo Grande e tive oportunidade de assistir a uma detenção a sério. Foi a primeira vez que vi alguém ser algemado. Tive uma terrível vontade de me juntar à operação e gritar "You have the right to remain in silence"...
Por fim, e há apenas umas horas atrás, estive a percorrer algumas estradas aqui das redondesas de Mafra e fui apedrejado todo o caminho. A estrada estava coberta de branco, de gelo.
Feitas que já estão todas as homenagens ao malogrado João Aguardela, há que relembrar agora o que de mais importante ele deixou: a sua obra, a música, o que fica para a posteridade.
Que é, também, para não se fazer aquela coisa do costume, que é dizer "coitadinho, que era tão boa pessoa", depois de já cá não estarem.
Lamentar? Claro.
Ouvir e descobrir quem foi Aguardela? Com toda a certeza.
Este vídeo, por exemplo, é um belo trabalho que o artista nos deixa, através do projecto Megafone e que faz valer apena perceber, num contexto de actualidade, essa constante luta que o músico sempre travou, que é a defesa da música portuguesa.
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis!", disse Fernando Pessoa, num momento que só pode ser descrito como de lucidez.
O estranho caso de Benjamin Button é, quanto a mim, um dos filmes mais bonitos que vi nos últimos tempos. Porque tem uma história muito bonita, muito bem contada, porque é tudo retractado numa fotografia sem mácula, e porque não há incoerências – o filme não é demasiado longo, a caracterização é perfeita e os actores estão ao melhor nível. Estou a rebater as poucas críticas que ouvi e li.
A história, que já quase toda a gente deve conhecer em linhas gerais, fala sobre um indivíduo que nasce com 80 anos e atravessa um processo de rejuvescimento, ao contrário do normal envelhecimento.
Exercício teórico de inverção do tempo, da natureza.
Li algures que Mark Twain juntou-se aos que imortalizaram considerações sobre tempo e a idade com a frase “a vida seria infinitamente mais feliz se nascêssemos com 80 anos e nos aproximássemos gradualmente dos 18”.
Mas também li que E.F. Scott Fitzgerald, autor da obra que inspirou o filme, respondeu a estas ideias e desejos de inversão do tempo com esta obra, levando à conclusão que independentemente do sentido em que o nosso corpo se desenvolve o princípio e o fim estão lá de qualquer forma, no mesmo lugar – nascemos e morremos. Ou seja, continua a depender de cada um viver cada fase da sua vida, cada coisa no seu tempo, cada qual no seu lugar. Tudo continua a ter um tempo para ser vivido.
O resto do filme é o óbvio: é a questão do desencontro com o resto do mundo, já que à medida que Button rejuvesnece, todos os que o rodeiam vão envelhecendo, afastando-se da flor da vida (e quando é essa, afinal?), e claro, o romance entre os protagonistas, que acaba por servir de cenário a toda a trama.
“Eu nasci sob circunstâncias pouco usuais” é a frase que abre o filme. Eu uso-a para fechar o meu texto.
Já lhe chamam vendido por se ter associado a uma campanha publicitária - Bob Dylan vai gravar um anúncio da Pepsi com Will.i.am, dos Black Eye Peas, contrariando a sua veia revolucionária e crítica da sociedade e dos seus defeitos de consumismo, entre outros aspectos menos positivos.
O anúncio televisivo será apresentado oficialmente neste fim-de-semana, no Super Bowl, onde os dois actuarão, dando vida ao tema "Forever Young", um clássico do cantautor norte-americano.
A notícia foi avançada pelo revista inglesa New Musical Express, que anúncia ainda que a Pepsi estará em vias de comercializar esta nova versão da canção no iTunes.
Embora seja de âmbito diferente do lançamento do álbum dos Sígur Rós - como frisei e insisti num último post-, a verdade é que a indústria da música continua a desenvolver-se ao ritmo da necessidade de sobrevivência e da necessidade de procurar outras formas de chegar às pessoas, mantendo lucros. Neste caso, recupera-se a associação das grandes bandas ou artistas mundiais à publicidade, espaço que entretanto tinha ficado reservado a bandas em início de carreira.
Se não estou em erro, a última grande campanha publicitária à escala mundial foi precisamente lançada pela Pepsi, em associação com Michael Jackson, ainda nessa altura o "Rei da Pop".
Ainda me recordo de andar com uma pequena cassete branca no meu velhinho Walkman, um single promocional dessa campanha, com músicas do negro mais branco da história. Também recordo que começou aí o declínio da carreira do "Rei" com todos os escândalos que o envolveram, bem como a evidente falta de qualidade dos trabalhos que entretanto eram editados, que com o passar do tempo iam quebrando o estatuto de realeza de Michael Jackson.
O que esperar então de Bob Dylan depois deste trabalho? É dificil prever, sobretudo numa altura em que já começa a ser criticado pelas suas prestações em palco, que vão denotando a idade avançada.
Mas também é verdade que, ao contrário de Michael Jackson, Dylan já mostrou uma enorme capacidade de se reinventar e de ultrapassar períodos menos positivos na sua carreira - julgo até estar em condições de afirmar que ele já faz o mais difícil: contrariar a idade, enganar a morte, continuar a vender discos e suscitar paixões.
Depois, tudo bem que não são a melhor banda do mundo, ou que estão fora de moda, ou que o Angus Young não será o melhor guitarrista do mundo, mas... continua a ter um feeling do caraças!
Sim, é verdade que há milhares de vídeos no Youtube com solos de bateria muito mais elaborados, com pedal duplo e números de acrobacia. Mas achei este muito giro. Um punk rocker a brincar aos Stomp.