domingo, janeiro 25, 2009

Mute Math lançam álbum pela Warner Bros. Records

Estive hoje a ver algumas dos grupos que estão associadas à minha página do myspace e descobri estes Mute Math, banda norte-americana de New Orleans que lançaram o álbum de estreia, aparentemente ainda não comercializado em Portugal.


Pela amostra, trata-se de uma banda pop-rock, mas que tem algumas marcas que tornam a sua sonoridade algo distinta das restantes. A um som marcado pelos standars da pop mais rockeira, juntam-se algumas influências de Radiohead e aquilo que me parece ser o rock progressivo da década de '70 - embora sejam sempre reminiscências dessa sonoridade, uma vez que o som é bastante actualizado.

"Diário de uma paixão monologada", por Ana Brilha

A notícia é tudo menos nova, mas ainda assim, motivo de destaque aqui pelo burgo. Foi no verão passado que saiu pela Chiado Editora Diário de uma paixão monologada, de Ana Brilha. Trata-se de uma amiga, digo eu, e uma "jovem escritora e advogada, que ganhou recentemente o prémio Literário da Ordem dos advogados, com a obra Memórias de um corvo", descreve a editora no seu sítio na internet.

A obra reflecte os dois lados de um amor, "dela" e "dele", sempre num contexto de actualidade, sentimentos nos dias de hoje.

Ainda não tive oportunidade de o ler, mas li as Memórias de um corvo. Foi ainda antes de a conhecer e embora tenha sido escrito a pensar em Lisboa como cenário, confidenciou-me a própria, a mim serviu-me de companhia num período em que estive mais ligado à Ericeira e ao mar que a banha - era lá que imaginava a acção a decorrer, naquelas ruas estreitas, naqueles prédios baixos.

Quando a conheci, estava a Ana a concluir a sua última obra e já me falava noutros projectos que gostava ver editados. Já este livro está nas bancas há uns seis meses e já tem outros trabalhos em carteira. Na era do blog e do consumo rápido, ainda é bom ver alguém lançar-se na aventura de escrever um livro.

Parabéns, Ana.

Anedotas e psiquiatria

Estava a pesquisar anedotas, à procura de uma muito divertida que vi no filme "Descongela-te!" e acabei por tropeçar nesta...


Quantos psiquiatras são necessários para mudar uma lâmpada? Apenas um, mas a lâmpada tem mesmo que querer mudar...

"Descongela-te!" - rir até perto do fim

Eu tenho um problema com os filmes - por muito bom ou mau que um filme seja, acabo sempre por imbirrar com o final da história. O mesmo se passa com este "Descongela-te!", uma história muito divertida, em espanhol, que conta a história de um actor com grande talento para imitações. Ele é convidado por um realizador de cinema para protagonizar o seu próximo filme e Justo, o actor, e a sua família acreditam que chegou a hora de sair do anonimato e dos problemas económicos que os atrapalham. No entanto, uma comédia só é comédia se seguir a lei de Murphy, que diz que "O que puder correr mal, vai correr mal". O sonho complica-se na noite anterior à assinatura do contracto...

A questão é que a ideia inicial é muito boa e o enredo é muito bem desenvolvido, com umas personagens muito bens construídas e diálogos divertidos. O filme consegue fugir às comédias blockbuster, quanto mais não seja porque é espanhol e retracta uma realidade diferente do que costumamos ver. Só que tem um final fraco. Ou que pelo menos me desiludiu um pouco, porque estava à espera de algo diferente. Algo que correspondesse ao resto da história.

"Descongélate!" (2003 - 92m)
REALIZADORES: Dunia Ayaso, Félix Sabroso.
INTÉRPRETES: Pepón Nieto, Candela Peña, Loles León, Rubén Ochandiano, José Ángel Egido, Óscar Jaenada, Pilar Castro...

sábado, janeiro 24, 2009

"Vigaristas de bairro" - uma vigarice de filme

Ontem a decisão teve que ser tomada. Não podia continuar a ver quatro filmes ao mesmo tempo. Assim, eu e a minha cara-metade resolvemos terminar o filme do Woody Allen, embora temendo a sonolência que ele provoca. A verdade é que eu gosto bastante do Woody (um amigalhaço) mas ele que me perdoe - este filme é uma ideia de génio, razoavelmente bem desenvolvida e muito mal terminada.
A história gira em torno de um grupo de "Bandidos de bairro", que querem enriquecer com um golpe perfeito. É então que
que desenvolvem um plano para assaltar um banco, montando um negócio numa casa ao lado e cavando um túnel para chegar ao cofre-forte. O esquema vai sofrendo vários contratempos, mas o negócio paralelo prospera e fá-los enriquecer. A questão é que o restante do filme gira à volta do novo-riquismo, caindo numa série de lugares comuns e termina de forma desinteressante. Fez-me até lembrar um outro filme do mesmo realizador, o Hollywood Endings, que também tinha a particularidade de ter um daqueles finais em que na última cena tudo se resolve do pé-para-a-mão e acaba em bem, só porque sim. Mas aí, parodeava-se esse espírito de "finais à Hollywood", o que devolvia a genealidade ao criador. Aqui não. Aqui fica-se com a ideia que Woody (um amigalhaço) teve uma grande ideia para uma comédia, e não a trabalhou.

Desculpa Woody. O Matchpoint eu ainda papei. Este já não dá.


REALIZADOR
Woody Allen

INTÉRPRETES
Woody Allen, Tracey Ullman, Tony Darrow, Hugh Grant, George Grizzard, Jon Lovitz, Elaine May, Michael Rapaport, Elaine Stritch.

Entrevista com Freddy Mercury

Eu nasci em '83, pelo que não vivi muito os anos oitenta. Vivi, essêncialmente, através dos meus irmãos, todos mais velhos, através de lembranças distantes e de muita leitura, investigação.

Aparentemente, em '83 usavam blusões de cabedal, bigodes farfalhudos e fumava-se durante entrevistas de televisão - o blusão passava, mas o bigode e o cigarro não escapava à ASAE...

"Nigga" - Da Weasel, no Pavilhão Atlântico

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Código de barras

Ora aqui está, uma pequena provocação e uma ideia importante. Os códigos de barra fazem parte do universo de coisas a que não ligamos ou não damos importância, mas que são fundamentais para o funcionamento das nossas vidas. Não temos noção de como o sistema de vendas está dependente deles e nem nos apercebemos da indústria e do capital que movem, não só por estarem ligados ao mercado, mas por si mesmos - em termos de negócio da certificação, chamemos-lhe assim.


















"Às 8:01 da manhã de 26 de junho de 1974, um cliente do supermercado Marsh's em Troy, no estado norte-americano de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote com 10 chicletes Wrigley's Juicy Fruit Gum. Isso deu início a uma nova era na venda varejista, acelerando os caixas e dando às companhias um método mais eficiente para o controle do estoque. Aquele pacote de chiclete ganhou seu lugar na história e está atualmente em exibição no Smithsonian Insititute's National Museum of American History (em inglês). Aquela compra histórica foi o ponto de partida para quase 30 anos de pesquisa e desenvolvimento."
(in Wikipedia - leiam mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Código_de_barras, e fiquem saber (quase) tudo sobre as "risquinhas pretas").

A tomada de posse de Barack Obama

No ano do nascimento da América, no mais frio dos meses, um pequeno grupo de patriotas juntou-se à beira de ténues fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital tinha sido abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado da nossa revolução era incerto, o pai da nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:“Que o mundo que há-de vir saiba que... num Inverno rigoroso, quando nada excepto a esperança e a virtude podiam sobreviver... a cidade e o país, alarmados com um perigo comum, vieram para [o] enfrentar.”

América. Face aos nossos perigos comuns, neste Inverno das nossas dificuldades, lembremo-nos dessas palavras intemporais. Com esperança e virtude, enfrentemos uma vez mais as correntes geladas e suportemos as tempestades que vierem. Que seja dito aos filhos dos nossos filhos que quando fomos testados recusámos que esta viagem terminasse, que não recuámos nem vacilámos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levámos adiante a grande dádiva da liberdade e entregámo-la em segurança às futuras gerações.

(...) sugerem que o nosso sistema não pode tolerar muitos planos grandiosos. As suas memórias são curtas. Esqueceram-se do que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem fazer quando à imaginação se junta um objectivo comum, e à necessidade a coragem.

(...) A partir de hoje, devemos levantar-nos, sacudir a poeira e começar a tarefa de refazer a América.
(Estracto do discurso da tomada de posse de Barack Obama, 2009)


Depois da posse, o primeiro dia presidência.

No discurso de ontem, Obama não falou em políticas concretas, antes enalteceu a necessidade de união do país para o desafio de recuperar a economia e a credibilidade perante o resto do mundo – céptico que está, perante o desgaste das guerras, dos conflitos armados e a economia debilitada.

Ler o discurso do presidente eleito, fez-me pensar em várias coisas.

Por um lado, leio-o com o entusiasmo que ele emana, com o optimismo que ele quer transmitir. Recorda-me um filme, o “Armaggedon”, que conta a história de um meteorito que se dirige para o planeta Terra, e em que o actor que faz de presidente norte-americano discursa sobre a união, não enquanto povo de uma nação, mas como Humanidade, para vencer a dificuldade. Ainda hoje me arrepio todo quando assisto a essa parte do filme.

Recorda-me a linha ténue, entre um discurso político e um argumento de um filme. Há poucos dias ouvi até na Prova Oral, na Antena 3, uma entrevista a Nuno Artur Silva, das Produções Fictícias, sobre os argumentistas e percebi que eles são a força escondida por detrás de muitos enredos e ideias.

Porque, “Yes we can” ou “I have a dream”, é só escolher - o importante é percebermos que sim, que as palavras podem fazer mudanças. Elas têm que ser o catalizador da acção, as dinamizadoras do mundo, enquanto transmitem energia e ânimo. Acusamos a classe política quando citamos “falam, falam e não os vejo fazer nada”, mas repudiamos o discurso tecnocrata, recheado de números e outros factos.

Talvez o mundo precisasse de um Obama em cada esquina, ao contrário de um Salazar, como alguns velhos do restelo apregoam. Um Obama, não por aquilo que ele faz, ou fará, mas por aquilo que ele representa – vontade de mudança. Para que todos acreditemos que “A partir de hoje, devemos levantar-nos, sacudir a poeira e começar a tarefa de refazer(...)” o mundo.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Joao Aguardela

"Sob o signo da guitarra: O único grupo português que reveste o fado com uma sonoridade contemporânea, mantendo a coerência e um interesse estético. Se não é o grupo de fados e guitarradas mais atípico de sempre, é a banda pop mais portuguesa da actualidade. Uma personalidade musical lusa tão marcada que, para encontrarmos exemplos semelhantes no pop, teríamos de recuar aos casos de António Variações ou da Sétima Legião. Mas como os tempos são outros, os ingredientes distanciam-nos. A Naifa é uma banda do Portugal que vivemos. Manuel Halpern"

"Temos que perder a vergonha de sermos portugueses", disse Joao Aguardela.

Esta vida de marinheiro...

segunda-feira, janeiro 19, 2009

"A Face Oculta de Mr. Brooks" - a face oculta de Kevin Costner

Um dos actores de Hollywood de que menos gosto, num filme bastante bom - é esta a minha melhor frase sobre este filme. Trata-se de uma longa-metragem que nos remete para o "vício" e para a adicção em termos gerais. Neste caso específico, o protagonista sente a necessidade de matar e convive com ela como uma doença que ele tem que controlar.Trata-se de um filme negro, mas que tem uns "gags" geniais, sem cair na muito apreciada categoria "filme de humor negro". Ou então isto é que é humor negro e esqueçam lá o Rocky Horror Picture Show... Recomenda-se sobretudo para quem goste de uma história bem contada, com um final como deve ser e a quem ache que não há um único bom filme com o Kevin Costner (ele é capaz de fazer mais do que o "Guarda-costas", ou "Robin dos Bosques").

Nem me vou alongar mais, porque acho que têm que ver o filme. Vá. Vão lá.

Primeira entrada de Janeiro

Lá voltei a estar empregado. Terminaram as minhas pequenas férias forçadas, depois do período das festas, durante o qual o blog esteve parado. Para dizer a verdade, até escrevi um texto na véspera de Natal, sobre o Natal e a sua véspera, mas o computador deu erro e o computadorescrito (à semelhança de um manuscrito) perdeu-se.
No passado dia 5, juntei-me a uma empresa chamada Marmedsa, com a qual colaboro a despachar manifestos de carga e afins, para que navios entrem no porto de Lisboa (e noutros) com autorização da alfândega. Acho que nunca ouvi falar tanto em rusgas a navios de carga como agora...
Sabe bem este compromisso do ordenado ao final do mês.

Sobre arte e afins, tenho estado a deixar passar ao lado matéria riquíssima para o blog, porque vi e li muita coisa que merece a atenção deste espaço. A esperança é de que agora, que vou ter net em casa (finalmente), possa aproveitar mais as potencialidades da escrita, sobretudo neste espaço tão nobre.

Porque há muita coisa a comentar.

Filmes, por exemplo, são alguns os que vi, os que vi umas partes e deixei a meio, os que quero ver no cinema e os que tenho em casa para ver. Já dou comigo a tomar nota do que devo escrever, mesmo correndo o risco de a distância me fazer perder alguma coisa que fosse importante dizer.

- "A Face Oculta de Mr. Brooks";
- "Era uma Vez um Rapaz" (ainda o estou a ver!);
- "Tinto da Ânfora" (não é o nome de um filme, mas de um vinho alentejano...);
- Última prova oral (com Nuno Artur Silva);
- Concerto de ano novo, no Beatriz Costa;
- "Christine", com Julia Dreyfus;
- Aniversário dos Xutos e Pontapés;
- Companhia das Índias, primeiro álbum a solo de Rui Reininho;
- Death Magnetic, último álbum de Metallica (já terei distanciamento suficiente para falar no
álbum de forma (mais) imparcial?

sexta-feira, dezembro 19, 2008

15 anos de Produções Fictícias, uma exposição a ver na Fnac do Colombo

Pois: as Produções Fictícias lá comemoram 15 anos de existência. E que bem que têm crescido, este adolescentes (ainda SÓ levam pouco mais que meia dúzia de anos...). A sempre interventiva Fnac lembrou-se de convidar o fotógrafo Ricardo Quaresma (não, não é o mesmo que joga no Inter de Mourinho...) a criar uma espécie de foto-novela, que conta a história da existência das Produções.

Já tive oportunidade de ver e recomendo. É uma exposição muito simples, mas que tem muito interesse para quem siga estas coisas do humor. Vale sempre a pena passar no café da Fnac, tomar um (café) e dar uma vista de olhos nas fotos expostas e ler os textos que as acompanham.


Estão lá desde 12 deste mês, no Colombo, e partem a 11-02-2009.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Também eu já tenho CU!

Estou há dois dias desempregado e já sinto uma terrível ânsia por não estar a trabalhar. É claro que pensei, ainda há dias, que estar desempregado era como estar de férias, só que com menos perspectivas e dinheiro para gastar. Mas a verdade é que não é bem assim, porque se sabe bem acordar mais tarde durante a semana, também é verdade que há um peso na consciência por saber que todos se levantam cedo da cama para ganhar a vida e SÓ EU fico na cama. Mesmo que a tratar de coisas úteis.
É claro que não sou o ÚNICO a não ir trabalhar, mas a culpa é um sentimento desmedido, que por natureza exagera.

Uma das coisas que aproveitei para fazer durante este meu período sabático (para não dizer de calanzisse), foi actualizar a minha documentação, porque mudei de morada há pouco tempo. Aproveitei para lavar roupa, para enviar curriculuns pela net e para actualizar o B.I e companhia - fui testar o nível de inoperância dos funcionários publicos de Mafra.

Para minha surpresa, não só foi rápido como ainda foi eficiente. Não sei se gostei da experiência (foi fácil de mais, não houve desafio nem discussão, mau humor...), porque foram acessíveis e eficazes, e até já estou à espera de ir levantar o tal cartão de que tanto se fala agora. Sim, porque daqui por pouco tempo também eu já terei o CU (Cartão Único).

Porque sou curioso e porque tenho um blog para alimentar (pronto, foi só mesmo por causa do blog...), sondei como andam a correr os pedidos do cartão; demasiado bem. Toda a gente quer um, assim parece. A senhora que me atendeu disse-me que há muita gente com os BI´s a caducar e que não dão vazão ao restante trabalho, porque passam o dia a "passar cartão". Porque sou atrevidote e tenho um blog para alimentar (sim, outra vez o blog, exclusivamente...), perguntei se não havia muita gente a ir fazer o cartão novo só pela graça. A senhora sorriu e disse que havia muita gente a pedi-lo sem ter o velhinho BI caducado. Ou seja: o Tuga é bicho que vive em grupo, é omnívoro e gosta de tudo o que é novidade nestas, diga-se, merdinhas.

Entretanto já tenho algumas entrevistas marcadas. Será que o facto de ter CU me favorece?...

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Rita Carmo

Ando por estes dias a ler a edição de Dezembro da Blitz. Com este número, encontra-se à venda um livro dedicado à fotografia e à música portuguesa, com imagens da autoria da fotógrafa Rita Carmo. É um nome no qual já andava a tropeçar há uns tempos, por algumas fotos de concertos publicadas na Blitz e por um trabalho específico que ilustrava alguns músicos portugueses - o livro que acompanha a revista é uma compilação.
Espreitem o blog da artista:
http://ritacarmo.blogspot.com/

quinta-feira, dezembro 11, 2008

...ainda o DJ Kwan (a minha procura)

Aquando da minha procura pelo nome do DJ que actuou no dia 14 de Novembro, no Pavilhão Atlântico, solicitei via e-mail a ajuda da Fnac e da organização do Atlântico. Só pouco depois é que me dirigi à Antena 3, que em poucas horas me respondeu (mais uma vez, obrigado).
Hoje, quase um mês depois, recebi o seguinte mail:

Exmo. Senhor,

O evento mencionado foi promovido pela FNAC pelo que sugerimos o contacto com esta entidade para esclarecimento da sua dúvida.

Melhores cumprimentos,
Felipa Terenas
Pavilhão Atlântico
Comunicação e Imagem
fterenas@pavilhaoatlantico.pt
Tel. +351 21 891 84 09
Fax. +351 21 891 84 13
www.pavilhaoatlantico


Se fico satisfeito por me terem respondido? Fico. Da Fnac nem me responderam.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Mamma Mia, o filme

Na sexta-feira passada, dia 5 de Dezembro (2008), fui experimentar o único cinema de Mafra – o cineteatro Beatriz Costa. O título em cartaz era o musical Mamma Mia, que já correu o mundo inteiro, mas chega com um pequeno desfasamento a Mafra.
A sala é a mesma onde já assisti ao concerto de natal da Music Land (escola de música mafrense) e a um workshop de bateria, pelo músico Nélson Sobral. A expectativa não era muita, porque já me tinham explicado que se trata de um filme ligeiro, com travo a humor, com muita cantiga à mistura.

E assim me pareceu. O argumento não é muito rebuscado, a história é muito simples, e não há lugar a complexidades de natureza nenhuma. Mesmo a tão propalada grande actuação da actriz Meryl Streep nunca o chega a ser, porque trata-se acima de tudo de um filme festivo, em que tudo é remetido para segundo plano. Mas isto não é uma crítica, antes a justificação para a existência deste filme, que nos convida à festa e onde a actriz principal serve de anfitriã – ela convida-nos para visitar um sonho descomplexado de uma adolescente com mais de 50 anos, que vive num lugar paradisíaco. Sem nunca servir de ilustração de agência de viagens, pinta-nos um lugar paradisíaco e fresco, aquele lugar na nossa mente onde nos refugiamos quando a vida se complica.

Entretanto, enquanto lia algumas notícias relacionadas com o musical, li que Meryl Streep revelou estar disponível para uma sequela, mas com uma condição – “Estou disponível para fazer uma sequela, mas apenas se me conseguirem de volta aqueles rapazes fabulosos: Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgard e Dominic Cooper”, disse em declarações ao Daily Mail.

Sinopse (in http://cinema.ptgate.pt/filmes/6313)
Uma mãe solteira, independente, que tem um pequeno hotel numa idílica ilha grega, Donna (Meryl Streep), está prestes a ter de deixar partir Sophie (Amanda Seyfried), a filha que criou sozinha. Para o casamento de Sophie, Donna convidou duas das suas melhores amigas - a prática e hilariante Rosie (Julie Walters) e a multi-divorciada Tanya (Christine Baranski) - as quais pertenciam à sua banda de outrora, “Donna and the Dynamos”. Mas Sophie, secretamente, também convidou três pessoas. Na tentativa de encontrar o seu pai, ao qual estaria destinado levar a noiva ao altar, ela convidou três dos homens do passado de Donna. Em cerca de 24 horas mágicas e caóticas, surgirão novos romances e renascerão antigos, naquela que parece a ilha de todas as possibilidades.

Ano: 2008
País: Reino Unido, EUA, Alemanha
Género: Musical, Comédia, Romance
Realização: Phyllida Lloyd
Intérpretes: Amanda Seyfried, Stellan Skarsgård, Pierce Brosnan, Colin Firth, Meryl Streep, Julie Walters

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Há portugas mais tugas que outros

Os “tugas” têm vários problemas, mas há um que dá óptimo material de comédia: os portugueses gostam de falar sobre coisas que não sabem, ou sobre as quais nem sempre têm elementos suficientes. Ainda hoje me arrepio quando me dizem que têm a certeza que o Carlos Cruz está inocente, quanto às suspeitas de pedofilia que recaiem sobre o ex-apresentador. Não que esteja a atribuir sentença de culpa ao senhor. Não. Mas também não o posso inocentar, porque não conheço o processo e porque estamos a falar sobre uma coisa muito intima, que é a sexualidade, e sobre a qual quase toda a gente mente (por uma razão ou por outra).
Este desconhecimento de que falo, por vezes atinge extremos de imbecilidade. Tenho um colega de trabalho que há dias se manifestava a favor da “ATANÁSIA”, porque cada um deve ter o direito a por fim ao seu sofrimento, e contra a colocação de “CHIPRES” nos automóveis, porque é um atentado à liberdade.
É um poço de sabedoria, este meu colega…

Woody Allen quer fazer filme sobre Louis Armstrong

Woody Allen revelou à imprensa alemã que quer fazer um filme sobre o músico Louis Armstrong.
O realizador nova-iorquino quer fazer um filme sobre uma figura do Jazz, como forma de homenagear um género de que tanto gosta. Sabe-se que Allen é apreciador de jazz, tocando inclusivamente clarinete numa banda que já esteve em Portugal a actuar no Casino do Estoril, por alturas de uma passagem de ano.

A questão é: será que é de esperar a Scarllet Johansson no papel do trompetista?

DJ do concerto Fnac-10 anos

Quem esteve na noite de 14 de Novembro no Pavilhão Atlântico a assistir ao concerto de comemoração dos 10 anos da Fnac em Portugal, recorda concerteza a grande actuação do DJ de serviço, e quem leu os meus textos sobre o assunto recorda também que lamentava não ter percebido quem era.

Boas novas!

Resolvi consultar a página de contactos da Antena 3 (parceira da Fnac nesse evento) e enviar para todos um e-mail a pedir ajuda. E em boa hora, já que os (sempre) prestáveis amigos da "3", nomeadamente o sr. e sra. José Mariño e Mónica Mendes, responderam em poucas horas - era o DJ Kwan, dos Mundo Complexo, que ainda não assinou nenhum trabalho em nome próprio, acrescentaram ainda (Mariño e M. Mendes).
Posto isto, comecei a procurar quem é Kwan, acabando por descobrir o seu endereço de e-mail. Escrevi-lhe a contar o sucedido e a perguntar qual era a genda de actuações dele.
Horas mais tarde, recebi a resposta do próprio, a manifestar a sua satisfação pelo trabalho a que me prestei para o descobrir e por eu ter gostado do set dessa noite.

Assim sendo, obrigado à Antena 3 por serem prestáveis e ao DJ Kwan, por perceber que é no contacto entre as pessoas que está a riqueza do fazer.