Os Tokio Hotel, os 30 Seconds to Mars, a miúda que beija miúdas (Katy Perry) e até Barack Obama ficaram associados à entrega dos prémios, através de referências mais ou menos discretas - Jared Lito levava uma t-shirt com a figura do novo presidente norte-americano. Agora, o nome que me deixou confuso (nem me sinto indignado, mesmo só confuso) é o de Britney Spears. Como é que ela limpa três prémios, para mais quando tinha Duffy e Coldplay como concorrentes directos. Embora eu faça algum zapping através das rádios, de um modo geral, costumo ouvir a Antena 3. Também leio algumas publicações de música e vou-me informando pela Internet sobre o se vai passando nos meandros do meio musical. Estou, portanto, relativamente bem informado. Mas não estava a par do hype em torno da Britney – e a verdade é que a pop, a MTV e os prémios musicais, por norma, vivem do hype que rodeia um artista.
De resto, nada de anormal. O galardão para Melhor Banda ao Vivo foi parar às mãos dos Tokio Hotel, os 30 Seconds To Mars ganharam nas categorias de Melhor Actuação Rock e Melhor Vídeo (com o teledisco de “A Beautiful Lie”), o troféu de Revelação do Ano foi para Katy Perry, Kanye West levou a melhor sob a concorrência e conquistou o prémio para Melhor Actuação R&B ou Hip-Hop e o prémio Ultimate Legend foi entregue a Paul McCartney, precisamente na cidade que viu nascer os Beatles, Liverpool.
Quanto aos “nossos” Buraka Som Sistema, ficaram de fora da corrida para Melhor Artista Europeu. O mesmo é dizer que perderam o prémio para turco Emre Aydin.
Para o ano há mais e, até lá, vou tentar perceber onde raio tem andado a Britney Spears, ou pelo menos onde ando eu com a cabeça, que não me apercebi da recuperação da moçoila - ups, I did it again...


