terça-feira, julho 31, 2012

The Black Mumba - 28 Julho, Ericeira

Mais um concerto da "série", na Ericeira.

Boa noite de Julho, uma agradável noite para assistir a música ao vivo.

Nenhuma noção de quem eram os The Black Mamba, mas logo pela descrição que apontava para Funk e Blues, a curiosidade era grande.

Havia muito mais gente para esta actuação que para as restantes. E até visualmente este grupo parecia ser diferente dos outros.


Fiquei impressionado com o baixo e bateria seguríssimos e com o vocalista guitarrista que fazia um "estardalhaço" todo tamanho, com uma voz forte, atitude rock e uma escola blues toda.

Na segunda voz uma cantora extraordinária, soul e jazz.

Gostei tanto do concerto, que assim que cheguei a casa fui ver quem são os The Black Mamba. Vi serem na verdade, um trio, e que a são compostos por Ciro Cruz (Ed Motta, Gabriel O Pensador, Howard Levy), Miguel Casais (Áurea, Mafalda Veiga, Nu Soul Family) e Pedro Tatanka (Richie Campbell, The Offshores, Kalibrados). Foram durante muito tempo uma banda de covers, que fazia circuito de bares em Lisboa e que acabou por enveredar pelos originais e lançou mesmo um álbum de estreia.

Acho que nada se compara a vê-los ao vivo. Mas ficam uns vídeos para abrir o apetite.




domingo, julho 29, 2012

Rocktulo - 27 Julho, Ericeira

Depois de consulta ao cartaz dos concertos na Ericeira, retive a incorrecta informação que não existiam concertos na vila, na noite de ontem (27 Julho).

No entanto, houve passeio para café e por coincidência havia mesmo concerto, embora não fosse a banda que, verifiquei depois, estava anunciada.

Assim, embora sem assistir à actuação toda, presenciei parte da actuação dos Rocktulo, banda de covers rock.


Atitude descontraída, bom instrumental, uma voz que encaixa bem neste género (em termos de trabalho de som podia ter havido mais cuidado, para que não soasse tão "anazalada"). Mas revelaram ser uma boa banda rock, tocaram os temas do costume, e geravam aquela sensação de "epá, olha esta!", a cada tema que interpretavam.


Talvez a voz fosse o que menos me tenha agradado, embora seja uma voz que tem a particularidade de encaixar bem nos vários géneros de rock que foram sendo interpretados.
A bateria por vezes pareceu despistar-me, houve temas que não consegui identificar à primeira, porque a batida não me fazia associar de imediato à música, mas salvo uma ou outra entrada em falso, esteve muito bem e gostei do balanço, pois é fácil em bandas rock haver a tentação de bater na bateria, em vez de a tocar.
Gostei do trabalho de guitarra, muito perceptível e o baixo também me pareceu muito agradável, ainda para mais porque deu direito a segunda voz.
Músicos competentes.


Apesar de não assistir à actuação toda, ainda presenciei cerca de uma hora de actuação com direito aos clássicos todos e com uma afluência bastante superior à que verifiquei quando assisti ao concerto anterior, a primeira que vi ali pelo largo.

Nota final e nota positiva - agradável pesquisar a net e encontrar bons vídeos da banda em actuação, com bom som e boa imagem.


domingo, julho 22, 2012

Grande Orquestra de Verão, 22 Julho - Basílica do Convento de Mafra

 Após consulta à página da Câmara Municipal de Mafra, decidi que não perdia a oportunidade de estar presente na Basílica do Convento de Mafra, para ver um momento de música gratuito, mas também a passagem do Maestro António Vitorino D'Almeida pela terra que se diz só ter duas estações - o Inverno e a dos Correios.

Contaram-me em tempos que uma apresentação que envolva o Maestro é sempre interessante, porque o homem é um grande contador de histórias. Tinha apenas as referências televisivas. Que eram boas.


Na renovada praça em frente ao Convento de Mafra, lá andava eu, cerca das 18h, a cercar o local onde contava desfrutar música.


Depois de alguns instantes a aguardar já no interior da Basílica, a ver tudo muito longe (infelizmente não cheguei cedo o suficiente para encontrar um lugar próximo dos músicos), surge o Maestro depois de os músicos tomarem posição.

Fala no português mais famoso de sempre. Diz que o concurso orientado pela RTP1 não premiou aquele que diz ser logo à partida o vencedor - St. António. Diz-nos que a sua figura está presente em santuários por todo o mundo. Dedica-lhe A Portuguesa, o hino nacional. Diz ser a sua homenagem.

Depois de, em pé, ouvirmos a Orquestra Metropolitana de Lisboa entoar o hino, é dado início ao concerto.


Primeiro com algumas histórias e peças de Mozart, depois uma peça da autoria do próprio Maestro e por fim, história de vida e música de Schubert.


Nunca tinha assistido a uma apresentação de uma grande orquestra. E francamente só lamento não ter estado mais próximo, nos lugares da frente. Se não tinha conhecimento muito preciso das peças apresentadas, apreciei-as. Mas faltou o "ver", para desfrutar mais.

Uma boa hora e meia. Música e boa disposição.

"Minhas Tardes com Margueritte" - Jean Becker, 2010




Há já uns meses recomendaram-me este filme, com o actor Gerard Depardieu. Tive oportunidade de o ver na altura.

É uma história muito bonita que nos remete para a importância das pessoas que se cruzam na nossa vida. Não só pelo que aprendemos, mas pela forma como olhamos aspectos da vida, coisas, que podem até ter-nos acompanhado a vida toda, mesmo que como estranhas, mas que podem ganhar novos significados.


A história gira em torno de um encontro casual entre Germain e Margueritte, dois personagens muito diferentes, mas que estabelecem uma ligação muito forte e que lhes vai trazer novo significado às suas vidas e despertar um sentimento de realização e felicidade, só possível nas histórias em que "E viveram felizes para sempre". Mas de forma credível, sem falsos cenários.

Com momentos de humor e alguma tensão, é uma história um pouco fora do comum, com diálogos muito bem construídos (sobretudo quando o protagonista inicia o hábito de no meio de conversas aludir a títulos de livros e nomes de autores), é tão simplesmente, um bom filme.

Triggerfinger - grupo Rock Belga



Há relativamente pouco tempo, na procura de versões de temas pop e rock, deparei-me com esta versão do tema "Man Down", da cantora Rihanna.

Julgo tratarem-se os Triggerfinger de ilustres desconhecidos cá pelo burgo, mas já comecei o processo de divulgação de uma banda com bom som, temas originais à boa moda rock, muito stoner rock, com forte presença, e um líder carismático. Ruben Block é o guitarrista e vocalista, que podemos encontrar no Youtube em programas de televisão a interpretar sozinho o tema "Sweet dreams" (Eurithmics) em grande estilo.


 
Já tive oportunidade de encontrar trabalhos de estúdio destes senhores, oriundos da Antuérpia, na Bélgica.

Recentemente encontrei um álbum "ao vivo" do grupo, em Amsterdão, registo duplo com excelentes interpretações.



Sugiro uma visita à página oficial, muito convidativa, por sinal:

Drop Da Bop - Ericeira, 21 Julho

Ultimamente tenho referido com alguma insatisfação que já lá ia o tempo em que assistia a concertos interessantes na zona de Mafra e arredores. Enquanto morador desta zona, aborrecia-me não ver repetir períodos em que assisti a boa música por aqui.

Ontem, deparei-me com um folheto que anuncia uma série de actuações a decorrer na Ericeira, quase todos os dias, de Julho a Setembro.

Portanto, fico satisfeito por saber que há coisas a acontecer aqui, com qualidade e diversidade e fico mesmo satisfeito por sentir que estava enganado.

Drop Da Bop

O nome não me dizia nada. São anunciados no folheto como uma banda rock, mas logo pelo nome desconfiei que as suas tendências fossem outras. Depois de uma rápida visita à net, para saber ao que ia, constatei tratar-se de uma banda com um pé e meio no jazz, meio pé na pop (o seu jazz é de fácil digestão) e o restante no funk.


DROP DA BOP COOLLECTIVECerca das 22h (hora a que vão decorrer todos estes espectáculos), lá estava eu, pronto para me deixar levar pela música.


No geral o som da banda é muito agradável. Inicialmente o som da guitarra e trompete misturavam-se um bocado, mas depois de alguns acertos, o som cristalino da guitarra destacou-se do som mais áspero do trompete, tornando o casamento bastante agradável, já que a composição exigia uma ligação virtuosa, sem que ambos os instrumentos se atropelassem.

Ainda no capítulo da guitarra; gostei do trabalho de composição, a suavidade com que os solos se entrelaçavam, cadências transpostas a cada escala. Desagradou as tentativas de aumentar a velocidade, já que algumas notas eram "marteladas" e pelo primeiro tema notei alguns tiros ao lado, notas fora de tom. Não confundir com juízo de valor, considerei a "guitarra" bastante capaz e competente, mas as transições rápidas soavam pouco suaves. Também no trompete notei um ou dois deslizes, mas também verifiquei muita qualidade. Bonito o "eco", as notas sussurradas, as brincadeiras com o [pedal de efeitos] Wah-Wah (não é comum ver usar tal efeito num instrumento de sopro).

A bateria esteve sempre muito bem, uma ou outra passagem em falso, mas muito bom o balanço com que era tocada, sobretudo num volume que se enquadrava num registo "familiar", por assim dizer, já que era um concerto de rua, em zona residencial.

O contra-baixo começou muito "escondido", som muito baixo. Quanto a mim prejudicou um pouco, porque nalguns momentos  poderia ter dado uma vivacidade maior que o guitarrista parecia procurar e incentivar, mas sem uma cama que o soltasse mais. Ao primeiro solo em que ouvimos as linhas do contra-baixo espreitar um pouco mais, parecia que a situação havia sido corrigida, mas embora melhor, gostava de ter ouvido melhor (e não "mais") o baixo.

Apesar das notas que refiro, gostei muito e fico feliz, pois seria muito fácil eu trazer menor opinião sobre a iniciativa se o primeiro concerto a que assistisse fosse uma banda pop, mais vulgar, mais comum, sem querer com isto dizer que fosse menos digna. Mas no fundo despertaria menos interesse.

Assim, percebo a aposta na variedade e pela qualidade desta banda, fico com bastante respeito e expectativa para o que lá vem. Conto ver mais.


(visitem o Myspace da banda...)

quarta-feira, julho 04, 2012

Hugh Laurie with the copper Bottom Band, em Lisboa


Não podia perder a oportunidade de assegurar o meu lugar numa das cadeiras do Coliseu dos Recreios, para ver o famoso Dr. House apresentar o seu, até agora, único álbum.

Agora é aguardar pelo dia.


terça-feira, julho 03, 2012

Jay z ft. the roots and Mary J Blige - Can't knock the hustle (unplugged)


Jay Z sempre foi um nome que me passou um pouco ao lado. Recordo da sua colaboração com os Linkin Park, no tema "Numb". Boa colaboração. Agora fui descobrir "isto" no Unplugged do rapper:


29 Junho - Sting - EDP CoolJazzFest - Estadio de Oeiras



Nunca tinha visto o Sting ao vivo e tinha curiosidade.

Ofereceram-me o bilhete.

Oeiras era o destino e confesso que conheço mal a zona.

Foi portanto com o espírito de aventura que lá parti rumo ao Estádio local, com entusiasmo e preocupação, pois já saí tarde para lá chegar.


Mas dei com o caminho e arranjei lugar, entrei no estádio pouco antes das 22h, hora prevista para o início e 20 min. antes de o concerto de facto começar.

Tentei posicionar-me o melhor possível, pois havia muita gente, mas havia muita calma. Apesar de sentir que éramos muitos os que ali estávamos, fiquei surpreendido com os números avançados pela organização, que no fim do concerto revelou ter vendido 10 mil bilhetes.


Heis que aparece Sting que num português bastante perceptível nos dá as boas noites e nos diz estar "fresquinho". Era verdade. Mas o céu estava lindo, limpo. Passavam alguns aviões, que não se escutava, mas pareciam espectáculo de vídeo a ilustrar as músicas que Sting e a banda que o acompanhavam iam fazendo desfilar e que nos levavam às nuvens. Nada mais perfeito.

Apesar de admirar o profissionalismo e entrega de Sting, que apesar da idade continua a revelar uma técnica vocal que revela muito trabalho, o concerto decorreu a uma velocidade de cruzeiro, com poucas paragens entre músicas e com uns "encores" pouco denunciados, sem o "número" de chamar pelos músicos ao palco.

O público, eu inclusivamente, claro, não foi particularmente efusivo e de um modo geral, se o agitar de corpo esteve sempre presente, foram os clássicos que mais fizeram suar e cantar.


A banda que o acompanha é obviamente, muito boa.
 - Dominic Miller, de origem argentina, na guitarra.
 - Vinnie Colaiuta, norte-americano, na bateria (para além de Sting, tocou com muitos outros nomes, Jonni Mitchell, Frank Zappa, por exemplo).
 - David Sancious, também norte-americano, nas teclas (fez parte das primeiras formações da E Street Band, a banda de Springsteen).
 - Peter Tickell, canadiano que tocou essencialmente violino, mas também outros instrumentos de cordas (este tipo merece uma visita à página oficial dele: http://petertickell.com/).
 -E a linda Jo Lawry, nas vozes de apoio. Uma voz extraordinária e uma elegância impressionantes. Do alto das suas longas pernas, a mulher dava força ao que a voz de Sting já nem sempre consegue cumprir (fotografia em baixo, para me puderem dar razão).



Alinhamento do concerto:
 
All This Time
Every Little Thing She Does Is Magic
Englishman in New York
Seven Days
Demolition Man
I Hung My Head
Heavy Cloud No Rain
Driven To Tears
Fields of Gold
Message in a Bottle
Shape of My Heart
Love is Stronger Than Justice
The Hounds of Winter
The End of the Game
Never Coming Home

Desert Rose

King of Pain
Roxanne

Every Breath You Take

Next To You